A Banca e a Monetização dos Dados

Monetização de DadosO banco Holandês ING anunciou estar a considerar vender estudos sobre o padrão de consumo dos seus clientes a organizações, para campanhas de marketing direcionado nas suas plataformas.
Apesar das dúvidas respeitantes a aspetos de confidencialidade e privacidade de informação que estas notícias levantam, e, que colocaram um pouco on-hold a iniciativa no imediato, o fato é que as inovações tecnológicas, regulamentares e tendências de consumo estão a condicionar a estratégia e o reposicionamento da banca na cadeia de valor.
As tecnologias móveis, de Cloud-Computing, Hadoop, Visual Analytics, High-Performance Analytics e de Enterprise Decision Management, permitem saber onde os clientes estão em qualquer momento, processar grandes quantidades de dados, integrar dados estruturados e não estruturados externos, e, propor serviços personalizados e ofertas em tempo real.
As exigências regulamentares como Basileia III, que impõem novos rácios de capital e de análise de risco, e, a BCBS239 (“Principles for Risk Data Aggregation and Reporting”) que fornece orientação para as melhores práticas de gestão e governação de dados, ampliam as categorias de dados que, as    instituições precisam para gerir estes processos.
Finalmente, os hábitos e expectativas dos consumidores estão a mudar rapidamente, levando os consumidores a questionar os seus bancos. As redes sociais como o Facebook estimulam o apetite das pessoas por informações mais abrangentes, os sites de retalho como a Amazon influenciam a experiência dos clientes e até mesmo o crowdsourcing como o Kickstarter permitem compreender que a banca já não é mais um lugar onde é necessário ir, mas antes algo que se faz!
A alquimia da “Era do BIG- DATA” e a criação de valor para o negócio a partir de dados através do conhecimento analítico chegou e está a criar novas oportunidades de negócios que atraem empresas com experiência em monetizar dados (exemplos como a PayPal, a Google Wallet e a Simple.com – adquirida recentemente pelo BBVA), são alguns destes novos concorrentes de alta tecnologia).

As instituições financeiras tradicionais estão também a inovar:

  • Uma grande instituição gestora de cartões de crédito está a aproveitar os dados de transações geradas na sua rede para fornecer aos comerciantes métricas competitivas, sobre o uso relativo do cartão e da sua quota de mercado.
  • Um banco de retalho global criou uma linha de negócio separada para alavancar o seu canal de distribuição e vender programas de marketing direto para viagens, seguros e imobiliário.
  • Um grande banco europeu e uma operadora móvel desenvolveram uma parceria para melhorar a rapidez, acessibilidade, qualidade e integridade dos dados e aumentar os pontos de contato com seus clientes em tempo real.
  • Outros estão a proporcionar detalhes da utilização do cartão, alertas baseados em limites pré-estabelecidos, ou dados sobre o que os amigos na mesma instituição compram, para ajudar os clientes a tomar a melhor decisão possível, integrando a sua plataforma de serviços bancários com redes sociais populares.

A monetização dos dados exige uma nova velocidade que muitas instituições não estão preparadas. As instituições financeiras precisam adotar uma Framework que forneça uma forma sistemática de olhar para estas oportunidades, definir um Roadmap do que fazer a fim de separá-las dos concorrentes e conquistar o seu próprio Blue Ocean.
As empresas que adotam plenamente estas oportunidades e se movem em direção ao Analytics 3.0, trabalham mais intensivamente a informação e consequentemente, desfrutam de um maior crescimento financeiro.

*** Se lhe interessa este tema, sugerimos o download gratuito do paper  “Argyle Conversations: How to Monitor Emerging Risks”.

RPRicardo Ponce, Industry Account Manager, Banking

 

 

 

 

Este artigo foi originalmente publicado pleo Jornal OJE.

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