Agregação de dados de risco: é necessário transparência, controlos e governação para a qualidade e reporte de dados

dadosA agregação dos dados de risco e os sistemas e técnicas de reporte das instituições financeiras estão a receber mais atenção interna e externamente. As entidades reguladoras têm afirmado que é extremamente importante que uma instituição reporte de forma holística e precisa os seus indicadores chave sobre o risco, exposições, activos, passivos, etc. através de toda a empresa e para todas as principais áreas de risco.

Para a maioria das instituições financeiras a necessidade de ter uma elevada qualidade de dados e praticas de reporte para o risco e a informação financeira não é novidade. Muitos gestores financeiros e de risco lembrar-se-ão que no início do século a indústria bancária se encontrava sob investigação por ter, nalguns casos, controlos insuficientes e práticas de gestão “grosseiras” em torno dos seus relatórios e dados financeiros. Em 2002 a Lei Sarbanes-Oxley exigiu que os bancos melhorassem o controlo dos relatórios financeiros – indo mesmo mais longe e exigindo que a gestão de topo certificasse, individualmente, a precisão da informação financeira, com a possibilidade de pena de prisão para aqueles que submetessem demonstrações financeiras falsas ou imprecisas.

Após a crise financeira, a importância da precisão dos dados para os relatórios financeiros e de risco, assumiu maior importância, com os reguladores a aumentarem os requisitos para os testes de stress e para a o reforço de capital. Mais uma vez, os temas “andam” em volta da lacuna na integridade e precisão dos dados, problemas com a agregação e consolidação da informação, erros de reporte, e deficiências nos controlos e questões de governação. Os reguladores, que têm trabalhado, diligentemente, para abordar as questões relativas à adequação do capital, através dos testes de stress e outras revisões quantitativas e qualitativas, começam agora a olhar, com mais atenção, para a agregação dos dados de risco.

De acordo com o Comité de Supervisão Bancária de Basileia (BCBS), o termo agregação de dados de risco significa “definição, recolha e processamento de dados de risco de acordo com os requisitos de comunicação de risco do banco para permitir que a instituição meça o seu desempenho contra sua tolerância a um risco específico”.  O Comité acrescenta que “isto inclui a triagem, fusão ou análise de um conjunto de dados”.

Quando a comissão divulgou o BCBS 239: Princípios para uma eficaz agregação e reporte de dados de risco, em 2013, definiu uma série de princípios fundamentais para todas as instituições financeiras para proporcionar uma governação forte em torno do reporte e dos dados de risco. Os princípios delineados estão a ser incorporados nos regimes regulatórios locais em cada uma das jurisdições participantes, incluindo os Estados Unidos da América, o Reino Unido, Canadá, China, Alemanha e muitos outros países. Os princípios são estruturados à volta de quatro áreas: governação, agregação de dados, relatórios de risco e requisitos de supervisão.

Efectuar uma abordagem abrangente aos princípios BCBS e à gestão e agregação dos dados de risco

A solução tecnológica que ajuda as instituições financeiras a abordar todos estes princípios chave do BCBS 239 irá proporcionar benefícios operacionais que vão para além da conformidade regulamentar. A gestão de dados de risco programáticos levará a melhores tomadas de decisão em toda a empresa. Aqui ficam alguns dos melhores recursos e práticas a considerar:

Governação: os bancos devem ter controlo de processos e transparência (end to end) da origem dos dados e regras de qualidade assim como de controlos de revisão e gestão da mudança. A total rastreabilidade e auditabilidade, para fins de conformidade, são igualmente críticas, com controlos e regras documentadas de criação de relatórios. Por fim, templates standard facilmente personalizáveis podem ajudar no cumprimento dos requisitos regulamentares regionais ou locais, através do preenchimento electrónico (de dados).

Agregação de dados: um motor de risco de alto desempenho pode, rapidamente, agregar posições e exposições e executar vários cálculos de risco, suportando diversos portfólios (por exemplo, serviços bancários e carteira de investimento). Considere a agregação in-memory e a capacidade de processar dados no nível mais baixo de granularidade com pesquisas dinâmicas e visuais. Com esta velocidade e capacidade deverá ser capaz de explorar e analisar de forma interactiva; pesquisar, nos vários níveis; agregar, de forma instantânea, e para diferentes níveis de detalhe; aplicar filtros definidos pelo utilizador; e (facilmente) agrupar, classificar e classificar.

Relatórios de risco: é fundamental ter uma visão única e abrangente dos dados. Ter ferramentas (poderosas) de análise e visualização permite que o banco saiba o seu perfil de risco global e o seu nível de exposição e com isso possa responder, de forma rápida, a choques financeiros e ao escrutínio do regulador. Isto garante a precisão, integridade, maturidade e actualidade, em todos os níveis, da granularidade.

Requisitos de supervisão: para cumprir os requisitos de supervisão é preciso ter capacidades avançadas de gestão de dados para permitir a gestão e execução das regras de negócio, medição da qualidade dos dados, rastreabilidade de processos (fluxo de trabalho) e documentação de dados. A monitorização da qualidade dos dados, com métricas operacionais e de qualidade dos dados pode ser apresentada num interface de estilo dashboard, com acesso a toda a informação relevante. O que se quer é uma abordagem consistente para se obter dados correctos quando e onde for necessário, para obter maior confiança e precisão da informação operacional e de negócio.

A gestão de dados financeiros e de risco não pretende apenas cumprir os novos requisitos regulamentares. Melhores e mais rápidos processos de reporte e de agregação de dados de risco são essenciais para competir (com sucesso) no mercado e evitar perdas regulatórias e de imagem/reputação desnecessárias. Os bancos têm de garantir que os seus dados estão completos, são precisos e de confiança. Isto não é um luxo para as instituições financeiras. É uma necessidade.

Melhores e mais rápidos processos de reporte e de agregação de dados de risco são essenciais para competir com sucesso e evitar perdas regulatórias e de reputação desnecessárias

Tom KimmerTom Kimmer lidera as áreas de Operações e Pré-vendas no SAS Risk Research e Quantitative Solutions. É responsável por executar estratégias globais de gestão de risco ao dirigir e coordenar as funções de marketing e comunicação da divisão. Antes de ingressar no SAS, Tom Kimmer passou parte da sua carreira na Fannie Mae, tendo ocupado diversos cargos de gestão e liderado iniciativas corporativas para, de forma mais eficaz, gerir o risco financeiro e de crédito.

 

Deixar uma resposta