Análise de dados ajuda a vencer cancro

análise de dadosÉ uma doença aterradora. O nome “cancro” assusta qualquer um. Sempre que um paciente ouve o diagnóstico sente que está a ouvir uma sentença de morte. Isto apesar de todos os avanços médicos que se registaram nos últimos anos.

O certo é que os milhares de pacientes que têm sobrevivido a esta doença o devem aos avanços efectuados na investigação da mesma. Que ocorreram porque houve igualmente avanços na tecnologia, nomeadamente em ternos da análise de dados.

Mas vamos por partes. Estudos indicam que em 1975 havia apenas 50% de probabilidade de vencer o cancro num espaço de cinco anos após este ser diagnosticado. Hoje a probabilidade subiu para 70%. Nos cancros infantis a subida foi ainda mais impressionante: de 62% para 81 por cento.

O que só foi possível com a introdução (ou pelo menos pelo avanço) de uma ferramenta essencial: a análise de dados. Foi ela que ajudou os cientistas a compreender os factores relacionados com o estilo de vida dos pacientes e como este contribuíram para o aparecimento da doença. Mas mais do que isso. É a análise dados que ajuda à detecção precoce do cancro permitindo um tratamento atempado. A isto junta-se a criação de novas alternativas. Ou de novos tratamentos, auferindo de novas hipóteses, capazes de se adaptarem à situação específica de cada doente/patologia.

Para quem se questiona como a análise de dados permitiu tudo isto… basta pensar na descoberta da sequência do genoma humano. Os dados que foi preciso analisar para fazer essa descoberta. Algo que, sem as ferramentas analíticas não seria possível. Sem esquecer todos os tratamentos que são personalizados à genética do paciente. Ou as análises que são feitas com o intuito de definir a probabilidade de uma determinada pessoa no futuro desenvolver a doença e, com isso, estabelecer tratamentos preventivos.

Dito de outra forma. Estamos a chegar aquilo que se denomina de medicina personalizada. E à medida que os humanos utilizam cada vez mais dispositivos intercomunicáveis e que se disponibilizam a partilhar informação mais capacidade analítica terão os investigadores. O que, em última análise, é uma boa notícia para o tratamento desta (e de outras) doença.

Mas os dispositivos podem (e devem) servir para mais do que apenas armazenar e partilhar informação. Podem servir como uma espécie de auto-diagnóstico. Imagine um relógio (por exemplo) que consegue monitorizar as suas funções vitais (e outras definidas pelo médico) e que, em caso de alarme, automaticamente alerte as autoridades competentes. Algo aparentemente tão simples pode salvar vidas. Muitas vidas.

Um outro cenário. No caso das farmacêuticas estas conseguiram controlar os testes clínicos. Que depois podem ser partilhados com inúmeros investigadores permitindo que estes comprovem (ou refutem) as suas teses e, com isso, poupando tempo, permitindo um avanço mais rápido (e seguro) na descoberta de novos medicamentos/tratamentos.

O mundo da medicina está a mudar. Os investigadores têm acesso a mais (e de melhor qualidade) informação – aliás a partilha assumiu um papel essencial – há novas formas de recolher e analisar os dados e todos os dias (ou quase) surgem novos dispositivos que permitem um melhor acompanhamento dos pacientes. E tudo se deve a uma coisa: ao avanço na análise de dados

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