Analíticas ajudam a preservar espécies em perigo

espéciesSabia que existem 266 espécies de aves no Reino Unido? E que 8 delas estão ameaçadas? Os dados são da BirdLife International e levaram as entidades institucionais, nomeadamente a Royal Society for the Protection of Birds (RSPB), a avançar com um plano de prevenção. E qual a sua arma secreta? Uma combinação entre Big Data e Analíticas. Confuso? Nós explicamos. A RSPB usa as soluções de Big Data e Analíticas do SAS para compreender os problemas que afectam as aves (e a restante vida selvagem) e, através da análise dos dados recolhidos, definir soluções de preservação e conservação.

Um trabalho que já começou a dar frutos (positivos). O albatroz é um caso exemplar disso mesmo. Das 22 espécies existentes no mundo 17 foram consideradas como estando em perigo de extinção. A equipa de trabalho, conta com 10 anos de experiência em campo, conseguiu reduzir o número de aves mortas. Só no caso da frota de pesca de arrasto sul africana os valores rondaram os 99%. Agora o objectivo é o de transferir esses valores (de sucesso) para o salvamento de mais aves marinhas. Para tal a equipa está a utilizar a experiência obtida no projecto para identificar novas formas de reduzir o número de aves (albatrozes e não só) mortas não só pela chamada pequena pesca, mas principalmente pelas frotas de arrasto e espinhel. Como? Certificando que estas utilizam medidas chamadas de amigáveis.

Mas o que isto tem a ver com as analíticas? Bem… são elas que, tendo por base os dados recolhidos, conseguem criar cenários, fazer previsões e ajudar a tomar as melhores decisões no que concerne a elaborar medidas de protecção da vida selvagem.

Seja na análise dos motivos que levam ao declínio da população de uma determinada espécie ou na análise do impacto de uma determinada medida as analíticas ajudam os investigadores a compreenderem um mundo que é extremamente complexo. E a conseguir extrapolar a investigação para outras áreas. Como a fusão com a informação dos padrões das plantações agrícolas ou o impacto do uso de pesticidas.

O sucesso de 15 anos de utilização destas técnicas/ferramentas levou a que a RSPB expandisse o seu âmbito para projectos (de protecção da vida selvagem) em toda a Europa. E isto porque a solução em causa disponibiliza dados científicos que são utilizados para implementar iniciativas de conservação. O facto de conseguir trabalhar com diferentes dados (temperatura do mar, áreas de pesca, hábitos das espécies, entre outras) foi decisivo. Isso e o facto de permitir a extrapolação para outras áreas. No fim todos beneficiaram. O ser humano mas principalmente a vida selvagem.

Pode obter mais informações sobre o projecto AQUI.

 

 

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