As consequências de uma boa
(e de uma má) decisão… Decision Management

Decision Management A vida é feita de decisões. Que têm impacto no nosso futuro. E, se na vertente pessoal o virar à direita em vez de à esquerda pode significar que não há o reencontro de amigos, por exemplo, no mundo corporativo as consequências podem ter um impacto significativo, principalmente se a Instituição faz parte do sistema financeiro, onde a gestão de risco é fundamental.

A correcta avaliação de uma determinada decisão (atribuição de crédito, preparação de uma campanha por exemplo) pode ter consequências imediatas ou a longo termo. Numa visão (algo) exagerada (mas dependendo da dimensão da operação a que a decisão se aplica) isso pode significar o sucesso ou a falência da organização. Motivo mais do que suficiente para que cada vez mais empresas utilizem sistemas de gestão e apoio à decisão em todas as suas medidas, tácticas, operacionais e estratégicas.

Mas em que consiste exactamente um sistema de gestão e apoio à decisão, de Decision Management? Quais as suas vantagens.
É feita uma avaliação e criação de diferentes cenários, através do recurso ao big data e a ferramentas avançadas de análise. O objectivo é o de tentar prever todas a consequências que poderão advir das várias decisões possíveis.

No entanto o “q” da questão é que isto só funciona se o sistema de gestão e apoio à decisão estiver ajustado ao negócio. Não há uma solução única que funcione com todas as empresas. Muito depende do suporte à decisão necessário e à estrutura da organização. Mas, depois de adaptado e implementado torna-se algo quase que inerente. Utilizado automaticamente.

Esta é a parte genérica. Porque a verdadeira utilidade nota-se quando se aplica o sistema a áreas específicas como a gestão da fraude, a conformidade regulatória, gestão de receitas e cobranças, dos recursos humanos, do crédito, do consumidor e até da manutenção dos activos. Nestas áreas o sistema automaticamente, e de forma contínua, procura padrões e anomalias que, quando encontradas desencadeiam um alerta.

Ou seja, os gestores não só têm acesso a vários cenários que lhes permitem saber (na medida do possível) quais as consequências da sua decisão, permitindo que esta seja o mais acertada, como são automaticamente alertados para uma (ou mais) situação de alerta. O que lhes permite actuar de imediato e evitar maiores prejuízos – até porque este é um processo que é feito em Tempo Real, de forma automática, tendo como base modelos preditivos que são actualizados frequentemente, algo essencial nos dias de hoje, em que o processo de decisão é cada vez mais baseado em modelos, num mundo dos negócios que se movem à “velocidade da luz” e em que o mercado é global.

Mas a utilização do sistema de gestão e apoio à decisão não se restringe aos gestores de topo. O seu alcance vai mais além. E é isso que confere (ainda) mais benefícios à instituição. Imagine um banco, que lida diariamente com a gestão do risco. Seja na atribuição de um empréstimo elevado a uma empresa que necessita desse valor para se internacionalizar ou para um cliente privado que pretende comprar um carro novo, por exemplo. A existência de cenários e a pesquisa em segundo plano de padrões permite estabelecer atributos pré-definidos. Ou seja, agilizar a decisão. O bancário que está ao balcão a atender o cliente consegue mais facilmente aprovar (ou reprovar) o pedido de crédito , de compra de determinada aplicação…. Basta olhar para os cenários elaborados pelo sistema e perceber onde o cliente se enquadra. Isto contribui também para melhorar a experiência do próprio cliente, uma vez que o mesmo ficará certamente mais satisfeito, ao aperceber-se que o seu banco conseguiu antecipar as suas necessidades.

É certo que se, o sistema é igualmente capaz de detectar oportunidades de negócio. Porque as situações anómalas, detectadas pelo sistema não têm de ser necessariamente problemas.

Se o tema lhe interessou poderá gostar de ler o paper “Decisions, Decisions, Decisions – Choosing the right decision management system“, onde todo este processo é explicado mais detalhadamente.

Carlos CerdaCarlos Cerdà Gómez
Risk & Finance Solutions Manager

Deixar uma resposta