Big data continua a crescer em interesse e investimento

16,1 Mil milhões de dólares. Esse é o valor que o mercado global de big data deverá atingir. Este ano. Pelo menos segundo as previsões da IDC. Sendo que é a área que mais cresce. Seis vezes mais rápida que o mercado total de TI.

O big data permite melhorar os processos de decisão e, consequentemente, levar a uma maior competitividade. Não é por isso de admirar que esteja no topo da lista dos investimentos a realizar.

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14-08-2014 | por Semana Informática

As organizações já tomaram consciência do poder que a tecnologia de big data tem para a melhoria dos processos de decisão e para a competitividade do negócio, colocando-a notop das prioridades

Os dados das consultoras e de vários estudos de mercado não hesitam em colocar o big data entre os investimentos prioritários na área de tecnologias de informação e comunicação. Um estudo recente da Cionet aponta o mesmo caminho, indicando que, para os responsáveis dos sistemas de informação, esta é uma das principais apostas tecnológicas. Rui Serapicosmanaging partner da Cionet Portugal, reconhece que essa tendência existe em Portugal à semelhança do que acontece noutros países europeus mas admite que é difícil estimar o valor e lembra que existe alguma dificuldade em separar projectos de big data de projectos aplicacionais, nomeadamente ERP, CRM e SCM, pois muitos destes têm uma forte componente de big data e analytics.

 Segundo os dados da IDC, a previsão é de que o mercado global de big data atinja os 16,1 mil milhões de dólares em 2014, crescendo seis vezes mais rápido que o mercado total de TI. Nestes números estão incluídas várias componentes, nomeadamente a infra-estrutura de hardware, o software e os serviços, mas não deixa de ser um valor indicativo do interesse do mercado numa altura em que os orçamentos de TI em mercados maduros apresentam uma tendência de estabilização.

Os vários players do sector estão a reforçar a sua aposta nesta área e têm vindo a investir também no desenvolvimento de tecnologias de big data através da inovação tecnológica e de aquisições para fortalecerem a oferta ao mercado, criando centros de competências com capacidade para responder às necessidades das empresas.

O investimento materializou-se numa grande variedade de tecnologia direccionada para a análise e gestão de grandes volumes de dados em tempo real. A maturidade tecnológica está a propiciar a consolidação destas soluções e a estabilização de arquitecturas, apesar de a evolução ainda se estar a fazer na área de metodologias, reconhece Fernando Dias,sales consulting senior manager da Oracle Portugal.

A curto e médio prazo a expectativa é que «as empresas alterem o seu paradigma em termos de metodologia, isto é, vamos passar de uma abordagem de análise de subconjuntos de informação para uma abordagem que analisa toda e qualquer informação capturada,  independentemente do seu volume, variedade e velocidade», refere Nuno Moura Pinheiroinformation management sales da IBM. Nesta nova abordagem big data, os dados passam a liderar o processo de análise, em que todos os dados capturados são explorados, são identificadas correlações e gere-se conhecimento, incluindo dados analisados em movimento e em tempo real.

A integração mais estreita entre o big data e a cloud é uma tendência incontornável.Henrique Lopes, da EMC Portugal, admite que essa conjugação, com destaque para a utilização de cloud híbrida, vai ser muito relevante em países como Portugal, e sobretudo para as PME. «O nosso tecido empresarial apresenta algumas limitações e constrangimentos que normalmente travam a adopção de projectos de TIC mais avançados. O que prevemos é o surgimento de parceiros locais, que poderão auxiliar as organizações a entender o que necessitam e como se devem adaptar. A partir dessa análise, a PME poderá processar os seus dados recorrendo muitas vezes à externalização desse serviço», justifica o NAS systems engineer.

O desenvolvimento da Internet das Coisas, com o seu potencial de aumentar drasticamente o volume e as fontes de dados de análise para as organizações, é outro dos dinamizadores da tecnologia de big data que deve ser contemplado pelas organizações para potenciar novos modelos de negócio e aumentar a competitividade.

Artigo publico no Semana Informática, a 14 de Agosto de 2014. Pode ler o original AQUI.

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