Big Data na agenda das empresas lusas

O mercado português ainda não despertou (totalmente) para o fenómeno big data. No novo mundo, em que a informação tanto pode valer ouro como nada, “… muitas organizações descobrem que apenas estão, ou estiveram até à data, a tirar partido de um quarto ou um quinto dos dados que tinham à sua disposição. Feitas as contas, é neste momento que percebem «que podem multiplicar esse valor» via big data.

cio

Big Data na agenda das empresas lusas

17-07-2014 | por Claudia Sargento

É uma das tendências mais fortes a nível mundial mas alguns decisores portugueses apenas agora começam a olhar para o big data. A Gstep disponibiliza já uma oferta capaz de dirigir os temas estruturais deste conceito

«O big data é uma das tendências mais fortes do momento no mundo.» A certeza é de Carlos Cardoso, CEO da Gstep, que lembra, no entanto, que em Portugal «estamos um pouco atrás», embora o tema esteja «na agenda da maioria das organizações», sendo que «algumas já estão em fase avançada de implementação».

O mesmo responsável resume os grandes desafios no big data à equação 3V+V: Variedade, Volume, Velocidade e Valor, sempre «com o intuito de trazer vantagem competitiva».

Segundo Carlos Cardoso, «a tendência é forte, a tecnologia existe, nós temos o know-how» e os desafios que se encontram «são apenas caso a caso em cada organização e estão ligados a questões culturais de maturidade e\ou de estabilização dos sistemas coredo cliente».

Na realidade, as empresas estão já «a tirar grande valor da informação que se cria». No entanto, «nesta nova vaga, por diferentes motivos ligados à evolução tecnológica e à forma como os consumidores interagem com a tecnologia, abre-se um novo universo de exploração do valor da informação», acredita Carlos Cardoso.

E, nesse sentido, de repente, «muitas organizações descobrem que apenas estão, ou estiveram até à data, a tirar partido de um quarto ou um quinto dos dados que tinham à sua disposição». Feitas as contas, é neste momento que percebem «que podem multiplicar esse valor» via big data.

Atenta à realidade do mercado, a Gstep disponibiliza ofertas nas várias componentes do big data, o que permite à empresa «tratar os temas-pilar do conceito – Variedade, Volume e Velocidade, gerando Valor para a organização», recorda Carlos Cardoso.

O CEO da companhia acredita que a empresa conta com «vários factores diferenciadores», entre os quais destaca «experiência multigeografia e multissector de actividade, casos de sucesso e possibilidade de abordagem ao projecto numa perspectiva success fee». Mas outros factores há que o responsável máximo da companhia prefere deixar «para os clientes descobrirem pessoalmente».

Embora não tenha conhecimento de dados para o mercado português relativamente ao negócio de big data, Carlos Cardoso explica que na Gstep o peso anda na casa «de 20%», sendo que se nota «um forte crescimento desta área».

Tendo em conta que «esta área está em ebulição», a Gstep promete, sempre que se justificar, introduzir «novas ofertas» ou fazer evoluir a oferta que já tem. De resto, a companhia marca presença e conta «com projectos a decorrer na Europa Central, bem como em meia dúzia de países extra-europeus», o que lhe permite estar «muito atenta às suas variantes e evoluções».

Antes de terminar, Carlos Cardoso deixa dois conselhos às empresas que estão agora a olhar para o big data como uma possibilidade. Desde logo «que se informem com especialistas» e que estes as ajudem «a desmontar em peças perceptíveis e facilmente implementáveis o que de facto é o big data e que proveitos podem retirar dele para a sua organização».

Depois importa também «entender o valor [do big data] para a organização e importa que esta avance passo a passo, por área, de forma segura, conquistando vitórias ou sucessos inequívocos». Só desta forma as organizações vão conseguir «aumentar a sua disponibilidade para novos projectos em diferentes áreas».

Artigo publicado no Semana Informática, a 17 de Julho de 2014. Pode ler o original AQUI.

Deixar uma resposta