Capital Planning

Capital Planning

Poucos sectores necessitarão tanto de um plano de capital (capital planning para os mais eruditos) do que o sector financeiro. Não só por a gestão do risco fazer parte inerente da rotina quotidiana do negócio mas igualmente por existir todo um conjunto de regras e directivas europeia (e não só) a cumprir.

Sempre que um gestor faz um qualquer movimento num Fundo de Investimento, por exemplo, tem de cumprir N requisitos. Que não têm necessariamente a ver com a gestão do dinheiro em si. A pressão regulatória é cada vez maior e os bancos têm de assegurar um ambiente que permita integrar o risco e os sistemas financeiras. Que permita que os gestores efectuem o seu trabalho sem pensar na parte técnica (diga-se nos bites e nos bytes). E que lhes garanta uma mitigação do risco, ao mesmo tempo que cumpre todas as regras regulatórias.

Como refere Martim Rocha, Director no Risk Center of Excellence for EMEA/AP do SAS, “risco e retorno são duas faces da mesma moeda no negócio de serviços financeiros. Agora, mais do que nunca, os bancos precisam ter uma visão detalhada sobre a forma como ganham dinheiro até porque o regulador e os Accionistas estão a pressionar para uma maior transparência e rigor. Isto numa altura em que ainda há bastantes Instituições que tendem a confiar em processos manuais e em tecnologia pouco sofisticada”.

O problema é que estas práticas (obsoletas), adicionam uma quantidade considerável de risco à fiabilidade dos resultados fazendo com que os Accionistas e o Regulador fiquem ainda mais inquietos com as instituições que utilizam estes processos de agregação e planeamento.

Torna-se assim urgente o investimento em soluções que simultaneamente sejam uma garantia da utilização das melhores práticas tecnológicas e que vá ao encontro das expectativas do mercado. Principalmente que cumpra as exigências crescentes dos reguladores. Ou seja, maior transparência, maior rigor, melhor gestão do risco, … E que disponibilize uma visão unificada do negócio, independentemente dos vários departamentos ou geografias.

O que não é assim tão fácil de se conseguir. Como lembra Martim Rocha, “para se ter uma visão holística da utilização e necessidades de capital de uma instituição é necessário coordenar as acções das suas unidades de risco com o departamento financeiro e a tesouraria. Os exercícios de planeamento e orçamento que ajudam a Gestão a definir acções operacionais, têm de abranger toda a estrutura e integrar riscos, rendibilidade e retorno para os Accionistas”.
O especialista do SAS lembra ainda que este tema foi abordado num artigo recente do Basel Committee on Banking Supervision (BCBS277): “Uma lição importante da crise financeira, sobre as necessidades das organizações bancárias (‘bancos’), foi a de reforçar os processos de planeamento de capital. Algumas das fraquezas observadas reflectem os processos dos bancos que não eram suficientemente abrangentes, apropriados para o cenário futuro ou adequadamente formalizados. Como resultado, algumas equipas de gestão subestimaram os riscos inerentes nas estratégias de negócio dos seus bancos. O que, por sua vez, levou a um mau cálculo das necessidades de capital”.

E é aqui que entram as novas soluções de análise, como o SAS Capital Planning and Management. Sistemas que permitem ter uma visão holística do negócio. Mais, que disponibilizam uma visão comum do risco e financeiro, ao mesmo tempo que “fortalecem a tomada de decisão”. Porque este processo é feito de uma forma mais consciente. Com dados mais fiáveis.

Entre os inúmeros benefícios de uma mudança para estas soluções de nova geração há uns que se destacam. É o caso do assegurar a consistência, transparência e auditabilidade dos dados, o de integrar a estratégia de fundos com o reporte de capital (essencial para analisar cenários interactivos e passar nos testes de stress), ao mesmo tempo que permite o alinhamento entre a estratégia e os objectivos da instituição. Nunca esquecendo que os bancos têm de responder a um crescente de novos regulamentos.

A crise financeira veio provar a necessidade de mudança nos processos de negócio das instituições financeiras. Que, dadas as novas necessidades, têm de criar novas formas de fazer o seu negócio e investir em novas e melhores ferramentas. Sendo que, como refere Martim Rocha, “só com a utilização destes novos sistemas se conseguirá aumentar a eficácia da tomada de decisão na relação de riscos versus retorno, gestão de capital e optimização da carga regulatória”.

MRochaMartim Rocha
Director no Risk Center of Excellence for EMEA/AP do SAS

 

 

 

 

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