Como a Internet das Coisas está a mudar os seguros

calculator-385506_1280As companhias de seguros falam sobre o desenvolvimento de novos produtos e sobre a velocidade de chegar ao mercado, mas a verdadeira inovação é algo raro no sector segurador. No entanto, os dispositivos ligados, muitas vezes referidos como a Internet das Coisas (IoT) poderia ser uma tecnologia para revolucionar a industria.

Os sensores oferecem um acesso sem precedente a dados granulares que podem ser usados para avaliar o risco com maior precisão. Para muitas seguradoras a exposição inicial à IoT deu-se através de equipamentos telemáticos. Mas os sensores de hoje são usados em milhares de diferentes dispositivos. Os sensores são usados em edifícios e pontes para monitorizar defeitos estruturais e mitigar perdas potenciais. As seguradoras do ramo vida estão a usar os dados de equipamentos wearables, como o FitBit e a Nike+ FuelBand para melhor avaliar a vida dos seus segurados. E os sensores estão implantados em animais para rastrear e identificar o gado, ajudando as seguradoras a classificar e taxar os seguros agrícolas de forma mais precisa.

Os primeiros sensores apareceram há algumas décadas, mas nos últimos cinco anos duas grandes mudanças abalaram o mundo dos sensores amadureceram o mercado da IoT. Do ponto de vista da tecnologia a dimensão e o custo dos dispositivos diminuiu drasticamente e o Wi-Fi e as comunicações wireless permitem uma transmissão mais eficiente dos dados.

Numa indústria que é normalmente lenta em adoptar tecnologias de ponta a IoT está a começar a “fazer ondas”. Para alavancar, com sucesso, a IoT, as seguradoras precisam de investir, fortemente, quer na gestão como na análise de dados.

O Big Data tornou-se um chavão tecnológico e está no coração da IoT. Click To Tweet

Gestão de dados

O Big Data tornou-se um chavão tecnológico e está no coração da IoT. Em primeiro lugar vamos considerar a quantidade de dados que se prevê que os equipamentos telemáticos do sector automóvel vão gerar. Um dispositivo telemático produzirá e gravará dados a cada segundo. Este registo de dados incluirá informações como a data, tempo, velocidade, longitude, altitude, aceleração ou desaceleração, quilometragem acumulada e consumo de combustível. Dependendo da frequência e duração das viagens estes registos ou conjuntos de dados podem representar até 1 GB de dados por dia, por veículo!

Para armazenar estes dados muitas seguradoras usam tecnologias de processamento distribuído, como o sistema de ficheiros Hadoop. O Hadoop é uma plataforma de software open-source que executa aplicações num grande cluster de hardware indiferenciado. Desde que o Hadoop funciona em hardware indiferenciado que se adapta fácil e rapidamente as organizações agora podem armazenar e arquivar muitos mais dados e um custo muito mais baixo.

Para ajudar as seguradoras a enfrentar os desafios dos grandes volumes de dados gerados por programas de IoT é essencial que as companhias de seguros implementem uma estratégia de gestão de dados corporativos. Esta estratégia deve fornecer um ambiente unificado de soluções, ferramentas, metodologias e workflows para gerir os dados telemáticos como um activo core. Também deve ser flexível e escalável para reduzir o tempo e esforço necessários para filtrar, agregar e estruturar o exponencial aumento dos dados.

Análise de dados

Com todos estes novos dados que estão disponíveis através da IoT como as seguradoras poderão determinar quais os factores classificados são preditivos? Para exemplos com variáveis de dados pode-se prever o comportamento de condução, padrões estruturais ou uma vida saudável.

O desafio é como filtrar o ruido do sinal. Adicionar novas variáveis aumenta exponencialmente o número de pontos de dados e de relações. Num modelo muito simplista se está a testar relações entre quaisquer cinco variáveis existem 10 testes de duas vias, como mostrado na equação (5×4)/2 = 10. Se duplicar o número de variáveis (para 10) mais do que quadruplica o número de relações a testar, como pode verificar em (10×9)/2 = 45. Com os sensores da IoT a adicionar dezenas, senão centenas de novas variáveis isto cria o potencial para analisar milhões de relações.

Isto é a análise do big data. O problema é que muitas dessas relações podem ser redundantes ou triviais e, escondidas entre elas estão os verdadeiros tesouros ou “sinais”.

A ciência de extrair conhecimento a partir dos dados está em constante evolução. As ferramentas estão mais acessíveis e as industrias estão a começar a investir em tecnologia que suporta o big data. Ao usar a exploração e análise de dados as seguradoras poderão classificar e priorizar centenas de novas variáveis para desenvolver modelos de tarifas extremamente precisos.

As companhias de seguros não podem depender da tecnologia de data mining tradicional para analisar todos estes novos dados. Devido à dimensão dos dados gerados pelos sensores e pela IoT as seguradoras devem considerar um ambiente in-memory distribuído para exibir os resultados da exploração e análise de dados de uma forma que seja significativa, mas não excessiva.

Explorando a Internet das Coisas

A Internet das Coisas tem o poder de transformar muitos aspectos da industria seguradora e entregar, aos early adopters, vantagens competitivas significativas. Mas com o grande potencial vem também a complexidade. Analises avançadas de alto desempenho e ferramentas de big data podem ajudar as empresas a ultrapassar a complexidade, permitindo-lhes alcançar o pleno potencial da IoT à medida que esta cresce de uma tendência para um must-have para todas as seguradoras.

Mais sobre estes temas no webinar gratuito “Insurers Capitalize on Big Data Analytics and Hadoop”  Aqui.

Stuart RoseStuart Rose é Global Insurance Marketing Manager no SAS, com 25 anos de experiência na industria seguradora. Trabalhou em empresas nos Estados Unidos da América, na Europa e na África do Sul. Stuart já escreveu vários artigos relacionados com seguros e é co-autor do Executive’s Guide to Solvency II (Guia do Executivo para a Solvência II).

 

 

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