Conhecer o estado da saúde em Portugal

150942026Existem mais de 2.400 farmácias a operar no mercado nacional. Que vendem medicamentos todos os dias. A questão é perceber que medicamentos, para que patologias, … De forma a poder não só ter uma visão integrada do estado da saúde em Portugal mas também para poder prestar um melhor serviço.

Algo difícil de obter dada a fragmentação da informação entre farmácias, INFARMED, ANF, INE, dados dos inquéritos ad hoc realizados junto dos doentes…). Até que o CEFAR – Centro de Estudos e Avaliação em Saúde, da Associação Nacional de Farmácias (ANF), decidiu que era tempo de ultrapassar este obstáculo. E colocou um desafio ao mercado: conseguir reunir, numa única plataforma, todas as fontes de informação. O objectivo? Desenvolver estudos (mais complexos e de forma mais rápida) na área do medicamento.

Para se ter uma noção o CEFAR recebe, diariamente, mais de um milhão de registos. Se os dados não estiverem centralizados a sua análise fica dificultada.

Depois de uma “vistoria” ao mercado o CEFAR decidiu escolher a solução SAS® Enterprise BI Server. O que permitiu ao Centro de Estudos integrar numa única plataforma todos os dados que utiliza na elaboração dos estudos, garantindo a sua qualidade e fiabilidade. E isto é tanto mais importante dado que o CEFAR, como revelou Zilda Mendes, Directora Executiva Adjunta Coordenadora da Área da Estatística, lida “diariamente com grandes volumes de dados, estruturados e não estruturados, provenientes das mais variadas fontes”.

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Zilda Mendes Directora Executiva Adjunta-Coordenadora da Área da Estatística do CEFAR

O que antes estava disperso está agora centralizado. Com os devidos processos de validação. Hoje o CEFAR recolhe os dados de dispensa (vendas e comparticipações de medicamentos) das farmácias que autorizaram a cedência de informação, de uma forma sistemática, o que garante uma maior qualidade dos dados. Mesmo porque estes passam por processos de validação, que têm em conta parâmetros estatísticos e análises dos históricos de vendas.

Estes mecanismos também têm outra função: a de emitirem listas diárias de validação manual com parâmetros que saem fora dos limites previamente estabelecidos. Ou seja, sempre que algo anómalo é detectado o sistema emite um alerta. Zilda Mendes exemplifica: “quando é identificado o código de uma farmácia que não consta dos ficheiros administrativos da ANF ou o código de um medicamento que não consta das bases de dados do INFARMED, a plataforma emite automaticamente um alerta a indicar que aquela farmácia ou aquele medicamento não existe”.

Desta forma é possível ter, não só uma visão integrada da situação actual da saúde em Portugal, como ter dados que permitam saber quais os medicamentos mais utilizados pelos portugueses. E tirar as devidas ilações.

Mas o CEFAR não se ficou por aqui. Decidiu ir mais além e aproveitar as potencialidades da solução para criar um portal para tarefas de apoio e gestão ao processo de carregamento e para disponibilização de reportes. Estes são depois utilizados na criação de análises e estimativas de tendências de consumo e de encargos.

Previsões que são partilhadas, todos os meses, com todas as farmácias, através da newsletter mensal “Farmácia Observatório”. Desta forma os farmacêuticos ficam a par do consumo de medicamentos a nível nacional.

Esta história de sucesso do CEFAR pode ser lida Aqui.

E podem, igualmente, ver o vídeo com o depoimento de Zilda Mendes:

 

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