Dados sem qualidade são dados inúteis

187839068 (2)Sabia que apenas 5% dos dados armazenados por uma empresa são analisados? E que sem uma política de qualidade de dados esses mesmos são considerados inúteis? Porque de nada vale ter N bases de dados se não existir, igualmente, uma política que assegura a qualidade e fiabilidade dos mesmos. É o mesmo que ter um automóvel e não ter combustível.

O Business Analytics conversou com Arturo Salazar, DM Business Solution Manager da SWE, que nos deu a sua visão sobre o tema.

Arthuro SalazarBusiness Analytics – Porque a qualidade dos dados é tão importante no big data?

Arturo Salazar – Além da parte do armazenamento, o big data continua a ser dados que para serem considerados de úteis têm de responder a critérios mínimos de qualidade.

Um estudo recente, realizado na Europa, mostra que as empresas em média armazenam e gerem 110 terabytes de dados. Mas o estudo também refere que as empresas apenas analisam 5% dos seus dados. Um dos motivos mais importantes para esta lacuna é a pouca qualidade (dos dados), a inexistência de governação de dados ou mesmo a ausência de tecnologia adaptada.

B. A. – O que falta numa estratégia de negócios de metadados?

A. S. – Comunicação e Gestão da Mudança. Os metadados em geral podem ser percebidos mais como uma restrição dispensável do que como uma oportunidade para alinhar toda a organização em volta de dados estratégicos. Um dos primeiros passos nesta estratégica é o de identificar e implementar uma quick win de metadados, de forma a obter um alto valor comercial. Depois comunicar, de forma intensa, a iniciativa de forma a aumentar a confiança e estimular a necessária mudança de mentalidade. Ao mesmo tempo, não se deverá subestimar o trabalho da gestão da mudança, necessário para tornar esta estratégia parte de um movimento sustentável de gestão de dados.

B. A. – O que é o SAS Lineage e de que forma pode ajudar as empresas a implementar uma estratégia de big data? Quais são as suas vantagens?

A. S. – O SAS Lineage permite visualizar, graficamente, como os metadados trabalham na organização, incluindo as relações com processos existentes, pessoas e sistemas. Uma componente chave da estratégia de big data é a de identificar a relação entre os medadados organizacionais existentes e o big data. Neste contexto o SAS Lineage pode ajudar as organizações a integrar, correctamente, a big data, e a obter a visão completa dos dados geridos pela companhia.

B.A. – Porque uma empresa deverá implementar uma política de governação de dados?

A. S. – Em primeiro lugar os dados devem ser reconhecidos como um activo dentro da organização e serem geridos como tal. Uma política de governação de dados é essencial para manter este activo sob controlo e com boa qualidade. Actualmente a falta de políticas de dados é uma das principais razões que levam a que uma percentagem elevada dos dados armazenados de uma empresa sejam (quase) inúteis. Esta é, igualmente, uma forma de evitar processos “dolorosos” de limpeza de qualidade de dados.

Este é um dos temas mais importantes da actualidade. Porque tem impacto em todo o negócio. Seja qual for o sector.

Aliás, recentemente, no SAS Fórum Portugal 2014, realizado a 7 de Outubro, em Lisboa, foi apresentado um exemplo de como estas práticas podem trazer mais-valias para o negócio. A EDP, uma empresa com mais de seis milhões de clientes necessita obrigatoriamente não só de monitorizar os dados mas de os tornar acessíveis, de forma a dinamizar a análise, permitir a aproximação aos clientes, tratar (rápida e centralmente) os erros dos data sets e conseguir acompanhar a melhoria do desempenho. Isto faz com que a gestão da integridade e qualidade dos dados utilizados seja essencial.

Para saber mais sobre o caso de estudo da EDP, em matéria de governação e gestão da qualidade de dados, basta descarregar a apresentação de Lúcia Grade, Manager de Data Governance, Business Continuity e Risk Management, e Revenue Assurance na EDP Group, divulgada no SAS Fórum Portugal 2014.

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