Dar sentido às cores

coresNem todos temos a capacidade de ver. De analisar o meio que nos rodeia e atribuir um determinado significado a uma cor. Mas já há formas de ajudar a colmatar o que algumas pessoas consideram ser um handicap. Veja-se o caso de Neil Harbisson, considerado o primeiro cyborg oficial do mundo. Este irlandês nasceu com acromatopsia o que significa que não consegue ver cores. Tudo à sua volta é monocromático – a preto e branco. Pelo menos até ter obtido autorização para implantar uma antena ligada ao seu cérebro que, através de vibrações/frequência atribui significado às inúmeras cores existentes. Hoje, como referiu durante o SAS Fórum, que decorreu no passado mês de Junho em Lisboa, já consegue analisar mais de 300 cores – sendo que muitas delas são imperceptíveis ao olho humano.

Mas as aplicações de auxílio não se destinam apenas a quem tem problemas de visão. Convém relembrar que as cores podem ter diferentes significados consoantes as culturas. E aqui as ferramentas analíticas pode ser uma ajuda extremamente valiosa.

Imagine que trabalha numa multinacional e que tem de apresentar gráficos com informações pertinentes a executivos de várias nacionalidades. Mais do que saber que cores usar é importante conhecer as cores “proibidas” para não ferir susceptibilidades.

Indo um pouco mais longe este conhecimento pode (e deve) ser usado no quotidiano pessoal e corporativo. Porque o mesmo se aplica quer ao vestuário como à decoração do escritório, por exemplo. Para facilitar Robert Allison, especialista em artes gráficas no SAS, elaborou uma tabela onde é possível ver o significado de várias cores para várias culturas. Uma tabela a ter sempre à mão. Principalmente para quem vive, trabalha ou viaja para estes destinos.

Pode obter mais informação sobre Neil Harbisson na página do SAS Forum 2017.

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