Dar valor à informação das Redes Sociais

success-600183_1280As redes sociais são hoje parte integrante do nosso quotidiano. E, por isso mesmo, algo em que as marcas e os marketers devem pensar. Estrategicamente. Mesmo porque a disseminação da mensagem é superior a qualquer outro meio. Isto obriga às marcas/empresas a estarem atentas, de forma a poderem reagir a tempo a qualquer imprevisto.

Mas há um pequeno senão. Num mundo onde há cada vez mais informação a disseminação da mensagem nas redes sociais vai dificultar o trabalho dos marketers. A não ser que utilizem as ferramentas adequadas. A estratégia passa por usar dados com qualidade com outros não estruturados, para que a informação, correcta, possa ser usada no negócio.

Quando bem utilizadas, as redes sociais podem ser extremamente vantajosas para uma empresa. Isto porque são “o” meio ideal para escutar o consumidor/cliente. A questão é: será que as organizações estão a ouvir?

Hoje muitas pessoas optam por usar redes como o Facebook para expor os seus problemas, os seus descontentamentos com determinado produto/entidade. Se a empresa não estiver atenta não só pode perder aquele cliente como permitir que a situação evolua e atinga proporções que possam ser (ainda mais) prejudiciais ao negócio.
Mas não basta estar atento e conseguir reagir rapidamente. O verdadeiro desafio é o de conseguir aproveitar todo o manancial de informação, não estruturada, mas valiosa sobre os clientes. Será que os departamentos de TI estão preparados para esta avalanche de dados? Os estudos indicam que a dimensão pode chegar a 1 terabyte de dados por dia.

Uma das soluções passa por utilizar o contexto como forma de saber que dados utilizar. Ou pelo menos de lhe atribuir valor. De lhe dar relevância. Porque esse é o primeiro passo. Fazer a triagem. É impossível analisar todos os dados a que se tem acesso. Pelo menos de forma manual. É necessário usar ferramentas NLP – natural language processing. Através da análise dos termos utilizados consegue-se determinar a relevância da mensagem. E descobrir, no meio dos milhares de tweets e posts aqueles que realmente interessam. Os que dizem respeito à marca/empresa. Depois há que os priorizar, de forma a determinar as acções a levar a cabo.

As redes sociais ainda são um fenómeno relativamente recente. E, a nível corporativo, são ainda mais jovens. São poucas as empresas que têm uma estratégia definida das redes sociais, devidamente alinhada com a do negócio. E menos ainda as que têm, à partida, uma gestão adequada dos dados. Ou pelo menos que estão preparadas. Porque não basta estar no Facebook, no Twitter…. Ou qualquer outra rede. Há que saber usar as suas potencialidades a nosso favor. Se a gestão dos dados não estiver alinhada com a estratégia das redes sociais (e com o negócio) a empresa arrisca-se a perder tempo (e dinheiro) a analisar dados que, no fim, se concluem serem irrelevantes.

Imagine que a utilização de ferramentas de análise de texto concluem que 50% da sua informação base é irrelevante. Isto significa que esteve a perder tempo e dinheiro. Tempo a analisar a informação e dinheiro porque a probabilidade de as decisões tomadas “acertarem ao lado” é elevada. Agora imagine que consegue reduzir esses 50% para um valor mais manuseável e aceitável. Que consegue obter um nível de exactidão que aufere garantia às suas decisões. É este o poder das analíticas de texto.

Mais informações em: Sifting Through the Noise of Social Media

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