Data for Good: Pode a Inteligência Artificial ajudar a combater o crime?

Quando, nos filmes vemos Tony Stark a combater o crime com a ajuda não só do Iron Man, mas também do Jarvis, um sistema de inteligência Artificial (AI) que gere basicamente toda a sua vida, imaginamos o tipo de ajuda que as autoridades poderiam ter no combate ao crime ou a conseguir tornar as comunidades mais seguras.
É ficção, mas poderia ser a realidade. 

Hoje, mais do que nunca, as autoridades vivem dos dados que recolhem para poder descobrir atempadamente indícios de crime (o terrorismo é um bom exemplo) ou para revelar o(s) culpado(s) de determinado incidente. Mas não é fácil. Não se trata apenas de conseguir descobrir/recolher os dados adequados à situação em causa, mas também o de peneirar entre tudo o que foi recolhido, verificar o que é importante, analisar, definir ligações e padrões… convenhamos trata-se de uma tarefa hercúlea, principalmente se for feita à “moda antiga”, diga-se sem o recurso à computação e a ferramentas analíticas.

E é aqui que entra a Inteligência Artificial. Um sistema inteligente capaz de usar todos os dados existentes na rede, desde georreferenciação, dados disponibilizados por drones, sensores espalhados um pouco por todo o mundo e por mil e um dispositivos… analisá-los e descobrir padrões e anomalias. A questão das imagens disponibilizadas por drones ou câmaras de vigilância é extremamente importante. Não só para prevenir crimes, detectar actividades suspeitas, localizar criminosos, auxiliar vítimas… Algo que só é possível através dos recursos a ferramentas de computação, analíticas avançadas e sistemas de visualização de dados. é humanamente impossível analisar as mil e uma imagens disponibilizadas diariamente.

Mas a Inteligência Artificial pode ir mais além disso. E que tal ser usada como forma preventiva? As câmaras espalhadas um pouco por todo lado podem ser usadas como forma de detectar níveis elevados de stress nas forças policiais, estabelecendo planos de descanso e impedindo o desgaste excessivos das autoridades. E não se trata de uma utopia. Segundo Ellen Joyner-Roberson, Security Intelligence Practice no SAS, Rayid Ghani da University of Chicago desenvolveu um sistema que permite aumentar, em 12%, a assertividade da identificação dos policias em risco e diminuir, para um terço, os falsos positivos. Algo que já está a ser usado no Departamento de Polícia de Charlotte-Mecklenburg (NC).

Para ter sucesso neste ambiente, as agências necessitam de ferramentas modernas, capazes de associar e interpretar grandes quantidades de dados, gerar alertas, detectar anomalias, assim como de técnicas de inteligência artificial, capazes de apoiar os polícias através dos rigores do devido processo.

Mas há desafios a este cenário. Por um lado, é certo que a tecnologia tem evoluído e existem hoje soluções capazes de auxiliar as autoridades. Mas, por outro, há a questão da legislação. Esta tem de acompanhar a evolução (dos tempos, do mercado e da tecnologia) e estar preparada para definir direitos, deveres e limites. Porque estudos mostram que a utilização da Inteligência Artificial traz resultados positivos. E que pode mudar o nosso mundo. Para melhor!

Para saber mais sobre como a Inteligência Artificial pode ser usada num registo de Data for Good, para transformar o mundo e beneficiar a humanidade leia o white paper “Managing the Intelligence Life Cycle: A more Effective Way to Tackle Crime”.

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