Do Data Crunching ao Storytelling – Não esqueça o essencial

storytelling
O papel da análise de dados nas organizações mudou consideravelmente nos últimos anos. Gerir o fluxo interminável de dados tornou-se substancialmente difícil. E ao mesmo tempo, as organizações nunca estiveram tão cientes do valor dos dados como estão hoje em dia.

Criou-se uma situação muito ambígua para os chamados cientistas de dados. Os departamentos de negócio aguardam ansiosamente novas informações, mas, entretanto, o maior desafio é manter-se no cimo da montanha de dados (ou dos data lakes, como preferir) e armazenar e analisar a possível relação custo-eficácia.

Antes de entrar no caminho da análise, contudo, será necessária muita preparação. Esta inclui o que se costumava chamar “Data Crunching”:

  1. Utilizar os dados disponíveis
  2. Limpar duplicados e outros ruídos/lixos
  3. Transformar num formato que possa ser pesquisado e analisado

O nome para esta actividade pode ter mudado e as ferramentas disponíveis para executar o trabalho podem ter melhorado, mas ainda há muito trabalho a fazer. A qualidade da sua análise é apenas tão boa quanto a qualidade dos seus dados. Ou, para ser mais informal: lixo entra, lixo sai.

E há mais algumas tarefas entediantes que não devem ser esquecidas em todo o processo analítico. Tarefas como proteger ou gerir os dados (quem pode ver o quê? Os dados devem estar armazenados quanto tempo? Deveriam os dados ser anónimos?…) nunca serão lembradas como a parte mais heróica do trabalho. Mas quando omitida, será certamente apontada como a causa da falha.

A importância do Storytelling

Do outro lado do processo analítico, quando os dados são verdadeiros e bem analisados, o analista de dados ou o cientista de dados, pode muito bem ter descoberto algumas informações interessantes. Mas terão sempre de enfrentar o desafio de convencer os gestores do valor dessa informação. Os gestores de negócio têm de ver a história para lá dos números e do impacto comercial dos resultados analíticos. Pode parecer óbvio, mas, no entanto, algumas informações valiosas têm sido negligenciadas por causa da dificuldade do departamento de análise em contar a história de forma a fazer sentido para o negócio. Já aconteceu anteriormente e voltará a acontecer.

Infelizmente para os analistas, a análise não começa nem termina com “apenas” análises. Se não consegue ver isso, já é tempo de deixar o seu emprego para alguém que consiga ver a visão completa da situação.  Felizmente existem muitas ferramentas para ajudá-lo com a parte do “Crunching”. E cada vez mais profissionais tentam preencher a lacuna entre análises e negócio. Assim, as elevadas expectativas das empresas estão ainda plenamente justificadas.

Deixar uma resposta