É obrigatório “olhar” para a virtualização de dados

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Há jargões que vieram para ficar no mundo das tecnologias e no dos negócios. O Big Data é um deles. É um conceito que despertou a atenção dos executivos, independentemente da área/indústria.

Isto não significa que todas as empresas já estejam a utilizar o Big Data. Ou mesmo preparadas para o usar. Mas o interesse demonstrado trouxe à ribalta a importância dos dados para o negócio e o que se pode fazer com eles.

E à velocidade que hoje os dados são gerados é cada vez mais importante o acesso aos mesmos. Sempre que são necessários. De nada vale se um gestor conseguir ter a informação que necessitava uma semana depois de a ter solicitado. Hoje o importante é ter a informação certa, em tempo útil.

Estes requisitos fazem com que surja uma outra necessidade e com ela uma outra ferramenta. A virtualização de dados. Que disponibiliza o acesso aos dados, a partir de diversas fontes, de forma a dar uma visão consistente e completa dos dados corporativos.

Dito de outra forma. A virtualização de dados confere vantagens a uma empresa. Pelo que há cinco razões para que os gestores a tenham em consideração:

1) Ligar mais dados. A virtualização de dados permite que os gestores tenham acesso a dados de qualquer fonte previamente definida, esteja esta dentro ou fora da organização. E isto sem ser necessário ter conhecimentos técnicos específicos. Melhor ainda. Ao usar vistas virtuais previamente definidas e baseadas em termos empresárias standards é possível integrar dados estruturais e não estruturais, de diversas fontes. O que permite recolher todos os dados necessários de uma única vez.

2) Autonomia aos colaboradores. Uma das principais vantagens em que permitir que os funcionários possam aceder a todos os dados necessários às suas funções é a de que estarão aptos a reconhecer qualquer problema mal este ocorra. E a conseguir resolvê-lo, através de um diagnóstico das ferramentas e da solução necessária. Se um funcionário consegue identificar um problema e os passos para o resolver, mesmo que precise de ajuda do departamento de TI, esta será mais célere e eficiente. Esta é claramente uma situação em que conhecimento é poder e onde a soma de um mais um é mais do que dois.

3) Rapidez da resposta. Hoje o mercado é global e as organizações têm de ser rápidas a adaptar-se às mudanças. Quer seja do negócio, da envolvente, da legislação, do consumidor…. O ambiente de dados tem de conseguir responder a essa necessidade de rapidez e flexibilidade. Para tal tem de ser possível interligar e interagir com as várias bases de dados, dando origem a relatórios de rápida percepção.

4) Diminuição do risco. Hoje a gestão do risco é primordial. Não só em termos financeiros e de produto mas igualmente em termos legislativos e fiscais. Uma empresa não se pode dar ao luxo de ver as suas bases de dados de clientes serem hackeadas. A informação é valiosa e pode representar a sobrevivência, ou ruina, do negócio. Seja por motivos financeiros (perda de negócio e/ou multa do regulador) ou de reputação. Aqui a vantagem da virtualização de dados reside no facto de, ter os dados actualizados e em tempo real implicar medidas extras de controlo de segurança. As pessoas só terão acesso ao que supostamente deverão ter. Ou seja, ao que é essencial ao funcionamento do seu trabalho. E nada mais. E isso é tão mais importante consoante o tipo de informação. Por exemplo, a segurança de dados bancários ou médicos começa no servidor. E continua, em vários níveis, até ao utilizador final. Uma espécie de segurança escalável.

5) Melhores tomadas de decisão. Mais do que ter acesso, em tempo útil, à informação, é salvaguardar de que esta é de qualidade. Que está correcta. De nada serve tomar uma decisão no timing certo se esta tiver por base premissas incorrectas. A virtualização de dados permite ciar um ambiente onde a informação não só está mais completa, como é de qualidade e actualizada.

É fácil perceber as vantagens do recurso à virtualização de dados. Mas convém perceber que isto só é possível se forem reunidas três condições chave: o acesso, por completo, à informação; actualizada e em tempo real; e de boa qualidade.

Com isto estabelecido o resultado final será um cenário visual da situação da empresa, o que, em última análise, permitirá que os gestores tomem melhores e atempadas decisões. Por outro lado a actualização dos dados permite uma maior precisão das medidas. E convém não esquecer da importância da qualidade dos dados. Esta tem de estar correcta. Só desta forma poderá responder correcta e eficazmente às necessidades dos gestores. E sem que seja necessário recorrer a manipulações adicionais (diga-se “fazer com que os dados trabalhem”).

E, dado que praticamente se pode integrar todos os tipos de fontes de dados num ambiente virtualizado, e aceder aos mesmos sempre que necessitar o potencial para o negócio é… praticamente ilimitado.

Anne BuffAnne Buff é SAS Best Practices Thought Leader, especializada em integração de dados gestão de master data, e team building.

Texto elaborado tendo por base o artigo de opinião de Anne Buff, publicado no Data Informed, a 10 de Setembro de 2014.

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