O futuro da energia – 10 previsões

Num mercado em permanente mudança, assistimos a cenários contraditórios. Se os chamados países desenvolvidos estão numa fase descendente em termos de consumo de energia e denotam uma maior apetência pelas energias renováveis e pela consciencialização ambiental já os países emergentes apresentam talvez as maiores taxas de consumo. Basicamente estão a tentar “alcançar” os outros mercados. Para se ter uma noção, segundo dados da IDC, estes representarão mais de 90% do crescimento da procura de energia em 2035.

E isto vai ter um impacto não só na gestão da energia, mas também em termos de investimentos em novos projectos, nomeadamente em termos da energia renováveis e em novas infraestruturas (micro-grelhas). Facto que leva a IDC a referir que o risco de desintermediação de serviços públicos torna-se mais evidente e imediata. As pistas estão aí e indiciam um cenário em que os serviços de valor acrescentado são fornecidos (ao consumidor final) por empresas que não se enquadram na categoria de utilidade pública.

Com base em todos estes indícios a IDC elaborou uma lista com 10 previsões específicas para o sector mundial da energia.

  1. Competição. Até 2020 as empresas não públicas e os disruptores digitais representarão 20% do mercado retalhista de energia, triplicando a lacuna de rentabilidade entre os líderes e os sobreviventes.
  2. Modelos de negócio. Até 2020 a receita de 50% dos fornecedores de energia virá da sua transformação em fornecedores de “lifestyle conveniente”.
  3. Mercados de energia. Até 2020 2,5GW da electricidade será gerada por 20% das empresas da Fortune 500.
  4. Aumento da força de trabalho digital. Até 2019 70% da força de trabalho móvel não estará equipada com realidade aumentada e wearables, falhando a optimização das operações, o melhoramento da segurança e a diminuição do deficit das skills.
  5. Digitalização de activos. Até 2020 25% das utilities integração o investimento na gestão do desempenho de activos com dados de sensores e capacidades cognitivas, aumentando a eficiência dos activos e reduzindo os custos de manutenção.
  6. Sistema de gestão dos recursos de energia distribuída (DERMS). Até 2019 as utilities terão de aprender a integrar os activos externos (ou com origem externa), o mercado e os dados grelha e 30% das entidades investirão em DERMS.
  7. Experiência do cliente. Apenas 1 em cada 5 empresas conseguirá aumentar a satisfação do cliente em 10% ou alcançar um NPS positivo até 2018.
  8. Cibersegurança. Até 2018 60% da estratégia e da tecnologia de segurança operacional das utilities será gerida ao nível da direcção e orquestrada por agências governamentais.
  9. Internet das Coisas (IoT). Até 2018 quadros regulamentares desajustados e modelos comerciais inadequados levarão a que 50% dos medidores inteligentes das iniciativas de IoT não consigam fornecer valor para além da fase piloto dos vários projectos.
  10. Cloud. Até 2019 25% das principais 100 empresas de energia (a nível mundial) irão, suportar a sua agenda de transformação digital, cortar nos custos de TI – a previsão é de pelo menos 30% – valor que será obtido através da migração da infraestrutura (proprietária) de TI para serviços públicos de cloud.

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