O futuro está na Análise de Dados – tema central do SAS Fórum Portugal

Debate futuro Análise de DadosPersonalização e informação em tempo real. Dois temas que dominarão o futuro do mundo corporativo. Um cenário dominado por ferramentas de análise de dados e que implica um repensar na forma como se faz negócio e na estrutura dos fluxos operacionais. Mas que também obriga à criação de novas figuras: os cientistas de dados. Uma profissão de e com futuro.

Há uma nova palavra no léxico do mundo corporativo: análise de dados. Uma ferramenta cada vez mais essencial no desenvolvimento e sobrevivência dos negócios. E estão em todo o lado. Basta pensar na quantidade de dados que são gerados anualmente. Número que não pára de aumentar. Ainda para mais com a massificação da Internet das Coisas (IoT).

E, o que parecia excelente para as empresas, torna-se um desafio (ou pesadelo caso não tenha aos recursos adequados) para as organizações. Saber distinguir do que é essencial, trabalhar os dados, extrair a informação, e comunica-la. É aqui que entra a análise de dados. Assunto de tal forma importante que foi tema do SAS Fórum Portugal que, a 27 de Outubro, em Lisboa, recebeu mais de 1.000 especialistas, entre clientes, parceiros e responsáveis nacionais e internacionais do SAS.

É certo que sempre existiram dados e as empresas sempre os tiveram de trabalhar. A grande diferença está na quantidade de dados existentes e na consciencialização de que a informação é poder. De que é necessário trabalhar, de forma diferente, esses mesmos dados. E é aqui que entram as analíticas. E isto ocorre em todos os sectores da economia. Desde a banca à energia, da saúde à educação.

Mas qual a vantagem do recurso às analíticas? Segundo João Leite, administrador do Banco Santander Totta, o tratamento dos dados “permite antecipar e fundamentar a tomada de decisões, reduzindo as incertezas e antecipando o futuro”.  Um exemplo prático é a sua utilização para melhorar (e tornar mais eficiente) o serviço prestado aos clientes. Uma outra possibilidade, levantada por Alexandre Fonseca, administrador da PT, prende-se com a possibilidade de personalizar a oferta. É certo que, em termos de infra-estrutura as operadoras têm estado a trabalhar nessa matéria. No entanto “ao nível dos serviços ainda há muito a fazer”, refere.

É certo que todos gostamos de ter uma oferta à nossa medida, de obter comunicação personalizada. Mas e se conseguirmos, além disso, obter um melhor preço? Isso é algo que o ramo dos seguros tem estado a trabalhar. ao conseguir definir, com maior assertividade, o cálculo do risco, consegue, por um lado, oferecer planos personalizados e, através da diminuição da taxa de risco, proporcionar melhores preços aos seus clientes. Ou, em alternativa, oferecer serviços mais adequados às suas necessidades.

Prever em vez de reagir

Apesar de ser um cenário ainda algo futurístico é algo em que as seguradoras começam agora a trabalhar. E começam porque isso implica uma mudança na forma de fazer negócio. Implica passarem de uma análise descritiva do negócio para uma analítica preditiva. Este novo modelo (assente na personalização sustentada na telemática) permitirá, segundo Rogério Campos Henriques, administrador da Fidelidade, estar mais perto dos clientes, criando uma nova dinâmica na protecção.

A introdução das analíticas no mundo corporativo, de uma forma massificada, significa entrar na era da personalização da oferta e da informação em tempo real. Mas, para tudo funcionar de feição, é necessário mudar mentalidades e fluxos operacionais dentro das organizações. “O ‘real time’ é um marco na viragem do uso da informação. É claro que há desafios, sendo o maior a interoperabilidade dos sistemas que é preciso assegurar para construir um Estado mais inteligente, útil e eficiente”, alerta Jaime Quesado, presidente da ESPAP.

Por outro lado, este novo mundo obrigará à aquisição de novas áreas de conhecimento e ao aparecimento de novas funções. É o caso dos chamados cientistas de dados. Função que está, claramente, em falta. Significa isto que o mercado ainda não tem recursos humanos necessários para satisfazer as necessidades das empresas. As universidades têm de investir nesta matéria e os futuros profissionais têm de se aperceber desta oportunidade e sabe-la aproveitar. Só para se ter uma ideia, e de acordo com Pedro Coelho, director da NOVA IMS, nos últimos seis a sete anos houve um crescimento anual na procura de cursos relacionados com as analíticas a rondar os 30 a 40%.  E a prova da empregabilidade destes cursos está no facto de que “o tempo de colocação no mercado de trabalho para estes profissionais é inferior a um mês.”

Para saber mais sobre estes temas pode visualizar (e descarregar) as apresentações do SAS Fórum Portugal 2016

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