GDPR: A Nova Regulamentação de Protecção de Dados obriga a repensar o negócio

dadosO que vai mudar com o novo Regulamento Europe para a Protecção de Dados?

Faltam pouco mais de um ano para a aplicação do Regulamento Europeu para a Protecção de Dados.
Empresas de todo o mundo, não apenas as europeias, estão-se a preparar para essa data. E isso envolve novos mecanismos de protecção de dados dos clientes e, nalguns casos, obriga a investimentos na infra-estrutura, software e mudanças nos fluxos operacionais das organizações. Mas, para o especialista em Gestão de Dados, Brad Hathaway, a principal questão é a de tentar perceber de que forma a Directiva Europeia afecta a gestão e a análise de dados.

A nova Directiva vai obrigar as empresas a mudarem a forma como gerem os seus dados e executam projectos analíticos. As exigências acerca da protecção dos dados pessoais serão muito mais elevadas obrigando as entidades a terem mais cuidado com a forma como os dados anónimos são analisados.

O que vai mudar? Brad Hathaway dá o exemplo da lei britânica, onde os dados pseudónimos não estão sujeitos às leis de protecção de dados. A nova Regulamentação vai alterar isso. A partir de 2018 qualquer identificador único, seja nome ou pseudónimo, está protegido pela lei.

O impacto desta alteração não vai apenas obrigar as empresas a adoptar novas formas de categorizar os clientes. Vão coexistir diferentes tipos de dados, com diferentes tipos de antiguidade e as pessoas poderão livremente exigir a sua eliminação. Cabe às empresas saber como gerir, de forma efectiva, estes diferentes níveis.

Esta mudança é mais complexa do que parece. Porque implica muito mais do que simples ajustes em termos de infra-estrutura corporativa. Ela obriga a:

  • novos fluxos e procedimentos de negócio;
  • criação de uma nova cultura corporativa, que suporte e promova a protecção dos dados;
  • formação e consciencialização, inclusive por parte dos consumidores, da importância e poder atribuído aos seus dados pessoais;
  • medidas de prevenção, de direitos e deveres.

Vai levar algum tempo até que todos interiorizem que a protecção dos dados pessoais deve ser feita não apenas porque é algo obrigatório, mas sim porque é algo que deve ser feito do ponto de vista moral e ética.

Ao nível das empresas a nova regulamentação vai obrigar a que estas repensem o seu negócio na forma como encaram e valorizam os seus clientes, e como recolhem os seus dados, os gerem e os analisam. Em última análise as ferramentas de gestão e análise de dados vão ser valorizadas. Porque são elas que assegurarão o cumprimento da lei e que darão a informação essencial à continuação do negócio.

Sobre este tema recomendamos o webinar EU Personal Data Protection 2018 – Remain compliant and avoid hefty financial penalties, que se realiza já no dia 6 de Dezembro.

 

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