IoT: o novo mundo

IoTFala-se muito da Internet das Coisas (Internet of Things – IoT). Mas o que a sua disseminação vai acarretar em termos de impacto? O que vai mudar nas empresas, nas suas estruturas e negócios? E ao nível das pessoas? Terão as empresas de recorrer a especialistas com novos conhecimentos?

Estas são apenas algumas das questões que preocupam não só quem trabalha no ramo mas também todos os que pensam um pouco sobre o futuro e a forma como as novas tecnologias condicionam a evolução do mercado e do quotidiano das pessoas. Perguntas feitas a 75 executivos europeus deram origem ao eBook “Internet of Things – Visualise the Impact”.

Segundo o estudo, tudo indica que a Internet das Coisas será mainstream em 2020, e nessa altura, as pessoas consideradas hoje early adopters já terão adquirido alguma experiência na matéria. Ou seja, estarão em grande vantagem! É certo que as empresas não  poderão adiar o tema por muito mais tempo. No entanto há alguns pontos que têm de ter em conta:

  • gestão das estimativas (por parte dos accionistas, dos clientes, dos parceiros..);
  • os resultados serão ditados pela experiência do utilizador;
  • terão (obrigatoriamente) de ter conhecimentos (internos) de governação de dados;
  • e que só o tempo ditará o valor acrescentado do produto/serviço disponibilizado.

Mas mais do que perceber se a IoT conseguirá conquistar o mercado (o que é quase 100% certo) o estudo procurou versar sobre o impacto que a mesma terá no quotidiano das pessoas e das organizações. Curiosamente, por parte das empresas a convicção é a de que melhorará a eficiência operacional (40% dos inquiridos) e a experiência do utilizador (36%). Também interessante é o facto de 29% acreditar que a IoT acarretará o aparecimento de novos produtos/serviços.

Uma tendência em crescendo é a do consumidor sempre conectado. Que exige novos e melhorados produtos/serviços que têm de ser criados a pensar no cliente. O que vai obrigar a uma nova forma de fazer as coisas (por parte das organizações). É aqui que entra o chamado design thinking, que junta a experiência do utilizador à teoria comportamental e a tecnologia.

Dados, o grande desafio

Neste novo mundo há desafios a ultrapassar. E a grande maioria dos inquiridos neste estudo acredita que os maiores desafios estão relacionados com uma “simples” coisa: os dados. Nomeadamente a análise em tempo real dos mesmos e ainda a questão da segurança. O desafio prende-se não só com a gestão da quantidade de dados (que não pára de crescer) mas também na obtenção de recursos humanos com os skills necessários para lidar com estes novos cenários.

Curiosamente a maioria das empresas acredita que a componente analítica pode ser trabalhada através de parcerias com colaboradores externos. E a prova está no considerarem a “colaboração” como a parte essencial nos seus actuais e futuros colaboradores. Estes terão a “dura” tarefa de servir de intermediários entre os parceiros externos, altamente especializados, e a organização onde trabalham.

O risco de não arriscar

Quem não apostar em IoT arrisca-se a perder quota de mercado para a concorrência, perder eficiência e, em última análise, arrisca-se a não conseguir disponibilizar um produto/serviço aos seus clientes. O principal receio prende-se com os conhecimentos necessários para trabalhar IoT.

Se, por um lado as empresas necessitam de estar à frente da concorrência, de serem elas a liderar a inovação, têm de ter o cuidado de, ao inovarem, estarem a seguir as necessidades dos clientes. Esse é o grande ponto e que vai ter cada vez mais importância.
Do que irá necessitar o seu cliente?

Pode ler o estudo completo AQUI.

 

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