Machine Learning: Bem-vindos ao próximo nível da inteligência

A tecnologia tem evoluído de tal forma que hoje consegue-se fazer coisas que nem sequer eram imaginadas há 50 anos. Automóveis que estacionam sozinhos, telemóveis com assistentes pessoais virtuais, frigoríficos que avisam quando determinado produto acabou… e isto só para mencionar alguns exemplos.

Pelo meio os entendidos mencionam diversos jargões. Machine learning é um deles. E que, para a especialista Josefin Rosén, a explicação (e diferenciação entre os vários termos) é simples de entender. O Machine Learning consiste num sub campo da inteligência artificial enquanto que a computação cognitiva será a combinação da inteligência artificial mais os elementos de processamento da linguagem natural. Ou seja, consegue compreender as mensagens transmitidas pela voz, texto e vídeo, pode raciocinar e criar outputs que podem ser usados, não só por computadores, mas também (e principalmente) por humanos.

Digamos que o machine learning é uma parte essencial da inteligência artificial. O mesmo acontece com a computação cognitiva, que actua num nível mais avançado. A questão, segundo Josefin Rosén, prende-se com o facto de, se a noção do primeiro conceito já está bem definida e aceite pelos especialistas (diga-se mercado), o mesmo não acontece com a segunda – “ainda está a evoluir”.

Independentemente disso, o certo é que o mundo está a mudar. Estão a surgir novas formas de inteligência (ou esta está a evoluir para um novo estágio). Onde os sistemas de computação cognitiva conseguem fazer coisas que antes só os humanos conseguiam fazer. E sem intervenção do Homem.

E não se trata de algo futurista. Já há coisas a serem feitas e empresas a utilizarem esta tecnologia. Josefin Rosén dá o exemplo do retalho que utiliza a combinação de computação cognitiva e Machine Learning para ter previsões de procura mais certeiras. E isto é algo que pode ser usado em (quase) todos os sectores do mercado.

“A computação cognitiva e o machine learning oferecem potencial para a disrupção, mesmo em áreas como a saúde, onde, por exemplo, os dados de séries temporais estão a ser usados para fazer previsões e melhorar a medicina preventiva”.

Estamos na iminência de assistir ao nascer de um novo mundo. Onde as “máquinas” terão um papel preponderante. De ajuda. Nada mais. Para quem pensa que, tal como nos filmes de ficção cientifica, elas dominarão os seres humanos, Josefin Rosén desdramatiza. Isso não será possível. “Pode usar uma rede neural para ensinar um computador a jogar um jogo e vai ver que ele rapidamente ficará muito bom nisso. Mas isso é tudo o que sabe fazer. Um sistema desenhado para fazer uma coisa não pode começar a fazer outra. Eles são inteligentes, mas não tanto!”

Para os fãs da matéria ou que simplesmente gostariam de saber mais sobre este futuro e as tecnologias envolvidas sugerimos que hoje, às 14h no Twitter participem no #saschat  falem com especialistas de todo o mundo sobre #machinelearning, #alethics #deeplearning, #AI

Estas vão ser as perguntas que vão estar em discussão no #saschat de hoje:

  1. How are #machinelearning and #deeplearning transforming lives and businesses?
  2. What are the ethical issues we might run into when machines take decisions?
  3. How do we keep #AI safe from unintended consequences?
  4. Who is in charge of formulating ethical guidelines for #AI?
  5. How will human or corporate accountability look like in the #AI era?

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