Omnicanal: o que muda no merchandising

omnicanalÉ já um dado adquirido. Hoje os consumidores querem ter a mesma experiência independentemente o canal que escolham, obrigando as empresas a seguir uma estratégia de omnicanal. O paper “Merchanding & The Omnichannel Impact – 2017 Prospective View”, desenvolvido por Brian Kilcourse e Paula Rosenblum, revela que a relevância do conteúdo/produto/serviço é o mais importante/relevante para os consumidores. Mais do que observar páginas infindáveis de produtos estão interessados em que a marca lhes apresente aqueles que se adequam às suas preferências. O paper refere, mesmo, que o respeito pelos valores “tempo” e “focus” dos consumidores será, no futuro, um factor de diferenciação e o que elegerá as lojas/marcas com maior sucesso.

Este cuidado adquire uma importância extra dado que atualmente os consumidores alteram entre o ambiente físico e digital da loja. O que obriga a marca a:

1) definir uma estratégia de comunicação e atendimento ao cliente assente no omnicanal

2) ter uma estratégia de armazenamento e distribuição que contemple os dois mundos

3) ter uma nova abordagem à procura de tendências, aquisição de produtos para a estação seguinte e alocação dos mesmos pelas diversas lojas.

Dito de outra forma. O método tradicional de definir o que se vai vender na estação seguinte já não funciona. Mais do que definir o que os consumidores vão comprar é estar atento ao que eles querem, por forma a antecipar as suas necessidades, oferecendo-lhes o produto certo, na quantidade adequada, no local indicado, no momento ideal e ao melhor preço. Fácil, certo?

Talvez. Mas apenas se o retalho apostar na utilização de ferramentas de customer analytics, retail forecasting e sortido localizado. Ferramentas que permitem que as empresas consigam fazer, de uma forma mais certeira, a previsão da procura tendo em conta o preço, o planeamento das promoções e inclusive o posicionamento dos produtos nas lojas. Este é pelo menos a percepção das empresas (alocadas na categoria de Retail Winners) sobre a mais valia da utilização das ferramentas analíticas no merchandising. Em segundo lugar, com apenas dois pontos percentuais de diferença, está a optimização do sortido e ainda sistemas integrados de planeamento, alocação e reposição – 67%.

A diferença entre as lojas vencedoras e as “outras” prende-se com a importância que as primeiras atribuem à informação. Esta é tão valiosa como os activos existentes nas lojas físicas. Não é por acaso que, segundo o estudo RSR 2017 Merchandising, 62% dos Retails Winners acreditam que a chave para o sucesso assenta num equilíbrio saudável entre arte e ciência (quando comparado com 49% dos outros retalhistas).

Isso é possível se o Customer Analytics for utilizado logo desde o início do processo. Logo desde o processo de previsão da procura e consequente aquisição dos produtos. Porque permitirá fazer compras mais certeiras (face às preferências dos clientes) e, com isso, obter melhores margens de lucro.

Pode obter mais informações através da leitura do paper gratuito “Merchanding & The Omnichannel Impact – 2017 Prospective View”.

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