Os dados são o novo combustível da economia

Esta foi uma das conclusões do SAS Fórum que decorreu no passado dia 22, no Centro de Congressos de Lisboa. Um dia dedicado a debater temas quentes de TI e o seu impacto na economia e nos negócios. Como o GDPR que afecta todas as empresas. A partir de 25 de Maio de 2018 o Regulamento Europeu Geral de Protecção de Dados – GDPR – entra em vigor e acarreta coimas (que podem ir até 4% do valor global da facturação anual da organização), pelo que as empresas portuguesas começam a ter pouco tempo para analisar e modificar os seus processos operacionais e estar conforme o Regulamento. Mais do que simplesmente obter uma autorização de utilização de dados pessoais as empresas têm de perceber que o GDPR implica uma nova forma de fazer negócio. E isso vai ter impacto em todos os departamentos de uma empresa. Sobre este tema Fernando Braz, director executivo do SAS Portugal foi taxativo: “A nossa diferença dentro do mercado é que temos uma solução de uma ponta à outra. Temos toda a capacidade na gestão dos dados, na qualidade dos dados, na governação dos dados e sobretudo na área de risk and compliance dos mesmos”.

Nunca como hoje os dados foram tão importantes. Todo gira à sua volta. E nunca, como hoje (com tendência a aumentar no futuro) as empresas tiveram tantos dados à disposição. A questão prende-se com a qualidade dos mesmos e em ter ferramentas de análise e de visualização da informação trabalhada. Em saber como os trabalhar de forma a acrescentarem valor acrescentado para a empresa. E nada melhor do que ouvir casos de empresas que já seguem essa linha. Veja-se o caso da SIBS, por exemplo. Segundo Madalena Cascais Tomé, presidente executiva da organização, em Portugal são efectuadas seis transacções a cada segundo. O que significa milhões de transacções por dia. Muitos e muitos dados para analisar. O que sem as ferramentas certas seria impossível.

A gestão de risco e a definição de crédito é uma das tarefas mais complexas no quotidiano de um banco. Os dados das contas correntes dos clientes são, segundo José Miguel Pessanha, administrador executivo do Milennium bcp, um dos indicadores trabalhados pelo banco para categorizar os clientes e definir o seu grau de risco. Informação que é depois utilizada, entre outras coisas, para a decisão de conceder (ou não) credito. Já a EDP considera que as analíticas são o pilar da sua transformação digital, num plano estratégico definido até 2020 e que abrange tanto os serviços comerciais como os operacionais. Para tal investiu (e continua em investir) em contadores inteligentes. Se antes a empresa tinha acesso aos dados referentes aos consumos uma vez por mês agora os contadores podem fazer o mesmo em live streaming. E a análise destes dados vai não só permitir, por exemplo, oferecer melhores tarifas e estar à frente da concorrência, mas também, e principalmente, fazer uma gestão mais inteligente da rede, conseguindo, inclusive, antecipar problemas na infra-estrutura.

A Nos, nas palavras do seu administrador executivo, Manuel Ramalho Eanes, demonstrou uma outra aplicação das analíticas dentro de uma organização. É certo que a análise de dados pode e deve ser utilizada ao nível operacional e comercial alavancando o negócio da organização. Mas… e os recursos humanos? Que tal usar as analíticas para conseguir atrair (e reter) o melhor talento? E convém não esquecer uma outra área (de mercado) extremamente importante – a saúde. Para Rui Assoeira Raposo, administrador executivo da José de Mello Saúde, no futuro (não muito distante) da área passa por conseguir segmentar os clientes (pacientes), saber as suas expectativas e conseguir criar produtos que satisfaçam as suas necessidades. Basicamente haverá uma alteração do paradigma associado à saúde, que passará a assentar na criação de valor para o cliente, através da produção evidente de resultados. Sempre apostando numa estratégia de transparência.

Isso não só beneficiará as instituições de saúde e os pacientes, como também será útil para as seguradoras, permitindo uma melhor gestão da sua carteira de risco.

E tudo isto, todas estas transformações, todas estas previsões ou projectos em curso assentam numa única coisa: Dados. Não é por acaso que há quem acredite que os dados são o novo combustível da economia. São eles que farão a diferença. Que determinarão a sobrevivência (ou não) de um negócio/empresa. Há que trabalhá-los, ao nível do assegurar da sua qualidade, de ter ferramentas de análise, mas também de visualização.

Mas esta foi apenas uma breve conclusão de um dia cheio de debates e partilha de conhecimentos. Para saber mais consulte a página do SAS Fórum, onde poderá encontrar mais informação bem como algumas das apresentações para download. Esteja também atento ao Business Analytics. Em breve poderá ler mais artigos.

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