Os números da Internet das Coisas

A Internet das Coisas (IoT) é uma realidade cada vez mais presente no mercado. Deixou de ser um conceito para ser algo que as pessoas começam a interiorizar, compreender e utilizar. Mesmo que ainda numa fase inicial de desenvolvimento e implementação.

Mas o que falta para que a IoT atinja o seu potencial total? O que é necessário para que as empresas invistam (ainda mais) nesta tecnologia? O Internet of Things Institute (IoTi), em colaboração com o SAS, levou a cabo um estudo, o “2017 Internet of Things ROI Research Study” com o objectivo de reunir informações sobre os vários projectos a nível mundial, com o intuito de servir de auxilio a quem está a actuar na matéria.

Há dados provados, disponibilizados por empresas a utilizar IoT nos últimos cinco anos, de que esta teve um impacto significativo no quotidiano dos seus utilizadores, nomeadamente ao nível do board. E quando se conjuga IoT às analíticas obtém-se melhores decisões, assim como uma melhoria na colaboração com clientes e fornecedores. No fundo a empresa consegue definir uma estratégia formal virada para a IoT. Mas, para que tudo funcione bem há que trabalhar temas como o apoio da liderança da organização, incentivar a colaboração entre funcionários/departamentos, capacidade de escalar, alinhamento com a estratégia da empresa e suficiente conhecimento técnico.

Os dados obtidos pelo Internet of Things Institute revelam que a maioria das instituições inquiridas ainda estão numa fase inicial de implementação conjunta de IoT e analíticas, com 36% a já terem terminado a implementação de pelo menos um projecto. Isto, apesar de 48% dos participantes terem já uma experiência que vai dos dois aos cinco anos. Por outras palavras, as empresas estão atentas e a experimentar IoT, no entanto a implementação de projectos tem sido mais lenta. As organizações estão a ser mais prudentes e a demorar o seu tempo a averiguar a tecnologia e a fazer os devidos testes.

A atrasar o desenvolvimento está, por um lado, os conhecimentos técnicos inerentes, mas também alguma incerteza quando ao retorno do investimento. Sendo que os resultados dos projectos já implementados têm ajudado a colmatar esta dúvida. Se apenas 5% dos inquiridos registaram um retorno de mais de 90% o certo é que 20 por cento obtiveram um retorno entre 75% a 90% e 23% dos inquiridos registaram valores entre os 50 e 74 por cento. Mesmo assim é algo preocupante o facto de 19% não saber o que vai obter com o investimento feito ou não ter formas de medição.

O estudo também prova que o retorno do investimento aumenta com a experiência. As empresas que já trabalham com a IoT há mais de cinco anos têm mais 83% de retorno do que as que lidam com a tecnologia à menos de dois anos. Mas essa não é a única diferença. a experiência também determina o focos dos projectos. Se normalmente a primeira motivação é a de obter poupanças rapidamente os objectivos evoluem para o aumento das receitas e, numa fase mais avançada, para obter o melhor dos dois mundos: conseguir ter, de forma equitativa, poupanças e aumento das receitas.

Uma coisa é certa. A IoT pode (e deve) ser utilizada de forma transversal por toda a empresa. Isto embora os dados recolhidos revelem que as áreas do marketing, vendas e atendimento ao cliente, só registam o maior envolvimento após, pelo menos, cinco anos de experiência. No entanto os resultados deste envolvimento são essenciais, dado que auferem uma vantagem competitiva face à concorrência – pelo menos para 38% dos inquiridos. Por outro lado, convém não esquecer o impacto ao nível das operações internas.

Pode obter mais informações sobre a Internet das Coisas ao descarregar o estudo The Key Factors Driving IoT Success”.

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