Pesquisa de texto, o filme

textoEspero que já tenham visto o filme “O jogo da imitação”, com Benedict Cumberbatch e Keira Knightley. Relata a história verídica de Alan Turing, que muitos consideram ser o pai do computador dos tempos modernos e da disciplina de ciências da computação.

A inovação de Turing (e o filme) tem lugar em Londres no início de 1940, durante a ocupação Nazi da Europa Ocidental e do Atlântico. Nos primeiros anos da guerra os alemães matavam três membros dos Aliados a cada 15 segundos.

Como em todas as organizações militares os alemães comunicavam as instruções militares através de mensagens codificadas. Que eram enviadas e recebidas por uma máquina apelidada de “O Enigma”. Os códigos da “Enigma” mudavam todos os dias (a cada 24 horas). Apesar de os Aliados serem capazes de interceptar as mensagens dos alemães não as conseguiam decifrar, tornando as mesmas inúteis.

A incapacidade de decifrar as mensagens alemãs estava a impedir os Aliados de ganhar no terreno da inteligência militar – e isso estava a custar-lhes a guerra.

Foi Turing quem desenvolveu o primeiro computador mecanizado da era moderna (apelidado de “The Bombe”, depois da “bomba kryptologicxna”) para processar todas as combinações de código da Enigma. No entanto tinha capacidades de processamento limitadas e até o computador do Turing não conseguia computar à velocidade necessária para desvendar o mistério diário da Enigma.

Hoje os nossos smartphones têm 10 vezes mais capacidade de processamento que o Bombe do Turing. Felizmente um cientista (de código) descobriu que era exigido que cada mensagem alemã terminasse com “Heil Hitler”. Isso deu à equipa de Turing uma sequência específica de texto que foi usada como uma chave para extrair as mensagens militares e, com isso, decifrar os códigos diários. Uma vez que a equipa de Turing teve esta chave foi capaz de obter todo o texto de todas as mensagens codificadas pela alemã Enigma, numa questão de minutos/horas e de decifrar todas as mensagens referentes a esse dia.

Estima-se que a invenção de Turing encurtou a guerra por dois a quatro anos tendo, assim, salvo milhões de Aliados e de soldados do Eixo. Mas ninguém esteve ciente disto por anos. O computador e a solução de pesquisa de texto do Turing foram mantidos em segredo. Muitas das mentes militares da “velha guarda” desconfiavam (e “franziam o nariz”) ao pensamento de Turing. Não conseguiam visualizar a imagem total da tecnologia e, por isso, estavam contra a sua nova forma de resolver o problema. Temos de estudar e conhecer o nosso passado para compreender o nosso presente, para que possamos abraçar, corajosamente, o desconhecimento do futuro.

Se Turing tivesse desistido quem sabe que direcção a guerra teria tido? Os heróis de Bletchley Park salvaram vidas e terminaram uma guerra mundial! Como usa, hoje, a pesquisa de texto e que informação está a recolher a partir dessa investigação? Conhece o seu passado? E, mais importante, está a “abraçar” o seu futuro e a pensar fora da caixa?

John GreenJohn Green
Arquitecto de Soluções no SAS

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