O seu cérebro precisa de visualização de dados

Os benefícios do processamento da informação através de imagens

42-52289260De acordo com a Andrew McAfee, Research Scientist, e Erik Brynjolfsson, professor do MIT, a quantidade de dados que “navega” na Internet, a cada segundo, é maior do que todos os dados armazenados na web há apenas 20 anos. Isso equivale a exa bytes de dados criados diariamente.

Se tentasse visualizar cada valor individual dos dados que são gerados, apenas, na sua empresa, a sua cabeça pareceria um desenho animado (a girar). O cérebro humano é incapaz de processar mais de um valor de cada vez e muito menos centenas, milhares, milhões ou biliões. No entanto, os dados podem informar e esclarecer as boas práticas, orientação e visão do negócio. Felizmente, há algo para ajudar o nosso cérebro não só imaginar as informações corporativas, mas também a “consumi-las”. Entre no mundo da visualização de dados.

A visualização de dados é a representação de dados em um formato pictórica ou gráfico. O objectivo é o de simplificar os valores de dados, promover a compreensão dos mesmos, e comunicar conceitos e ideias importantes. A visualização é a forma única mais simples de o nosso cérebro receber, e interpretar, grandes quantidades de informação. A visualização de dados dá aos gestores a capacidade utilizar, de forma intuitiva a informação, sem ser necessário ter “grandes” conhecimentos técnicos. Mesmo os iniciantes podem criar visualizações de dados com importância significativa, tais como gráficos circulares, de linha, e mapas de calor.

Uma camada visual que fique no topo do programa de analíticas permite que os utilizadores vejam os resultados do processamento de algoritmos complexos. Não apenas podem obter estatísticas sobre o que aconteceu, mas igualmente podem prever o que poderá ocorrer, através do uso de gráficos enriquecidos, para levar a acções de negócio mais rápidas. A realidade é que quando a pessoas fazem a transição das tabelas para dados visuais podem registar os valores que vêem como um todo.

figura 1 - tabelaConsidere o director de produção da fiabilidade de um produto para uma companhia internacional que produz pequemos motores como os que encontramos nas escovas de dentes, brinquedos ou telemóveis. Todos os anos a empresa faz milhões de “vibradores” para telemóveis. Uma das principais responsabilidades do director é a de determinar a fiabilidade desses motores em cada ano de idade. Se a fiabilidade do produto ficar aquém dos standards estabelecidos pelos fabricantes de telemóveis, que usam os motores, a empresa pode perder contractos importantes.

Uma tradicional tabela electrónica não pode representar visualmente a quantidade de dados que são recolhidos sobre a idade e fiabilidade dos motores dos telemóveis. Impressas parecerão como pequenas montanhas na mesa do director. Em ambos os casos o gestor iria perder horas incontáveis, a “olhar” para milhões de linhas de dados, e, mesmo assim, não poderia responder à sua pergunta original: a idade do motor e a sua fiabilidade.

figura 2 - graficoA visualização de dados representa os dados de uma forma que um director os pode facilmente, interpretar, poupando-lhe tempo e energia. Por exemplo, a Figura 2 mostra o número de unidades que correspondem a cada idade (representada pela graduação da cor), assim como a fiabilidade, à medida que a idade de uma unidade aumenta. Numa questão de segundos, ele pode ver que as unidades que se aproximam dos 10 anos são cerca de 40 por cento fiáveis. Este visual simplifica a totalidade dos dados, clarificando imediatamente o que está a acontecer com a fiabilidade dos “motores” dos telemóveis.

Independentemente da sua experiência com computadores, o director pode, rapidamente extrair conhecimento a partir dos dados que suportam sua função de trabalho. Em oposição, quando as imagens são geradas apenas por um utilizador técnico, este pode deixar um espaço aberto à interpretação.

Quer trabalhem na sede corporativa ou no terreno, os funcionários pode usar as ferramentas de visualização de dados para unir visuais com pontos em comum, convidar a novas conversas sobre o uso de dados e/ou decisões. A longo prazo, esta colaboração pode poupar tempo e ajudar a colmatar algumas das falhas de decisão entre áreas de negócio.

As aplicações móveis para os tablets aumentam a partilha e disseminação das visualizações de dados entre utilizadores de negócio. As aplicações baseadas na web libertam-nos das tradicionais aplicações de desktop e encorajam a mobilidade. Gestores, accounts e executivos podem aceder aos relatórios visuais e ver, a partir de qualquer local, os indicadores chave de desempenho. O ter um ponto de acesso centralizado para os relatórios e indicadores importantes minimiza o uso do papel e os emails em cadeia que, muitas vezes, resultam em falhas de comunicação e em desinformação.

Não há como voltar atrás. O fluxo de dados não vai “encolher” no futuro próximo; na verdade, continuará a crescer de forma exponencial. O tempo não nos está a fazer um favor, e podemos nem sempre ter acesso ou os recursos para todos os peritos técnicos que pensamos que necessitamos. Hoje podemos usar a visualização de dados e as analíticas avançadas que as suportam para enfrentar estes desafios.

Analise Polsky

Por Analise Polsky, thought leader, SAS Best Practices

Analise é thought leader na equipa Best Pratices do SAS. O foco do seu trabalho é desenvolver e oferecer qualidade de dados, administração de dados, cultura e gestão da mudança e boas práticas em visualização de dados. Também elaborou materiais de formação para bases de dados e aplicação de produtos, que apresentou para diversos clientes em vários idiomas.

Pode saber mais sobre visualização de dados, AQUI.

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