Profissão do futuro? Data Scientist

475967869Num mundo de incertezas poucas profissões são tão certas como a designada Data Scientist. Cientista de dados, se preferirem a versão portuguesa. Basicamente é aquele que consegue “pegar” nos milhares (milhões) de dados existentes numa entidade e dar-lhes algum sentido.

A definição correcta, segundo Mark Pitts e retirado do All Analytics Academy é: pessoa com conhecimentos avançados e experiência em pelo menos estas três disciplinas: Tecnologia da Informação, Negócios e Analíticas Avançadas, e que usa este conjunto de habilidades multidisciplinar na resolução de problemas de negócio e, sempre que necessário, na criação de novas abordagens.

E no mundo de hoje, em que os negócios são cada vez mais complexos, em que as empresas lidam diariamente com “ montanhas” de dados, é uma profissão com cada vez mais procura. Não é por acaso que há já alguns anos é um tema abordado regularmente pela americana Forbes. A revista, assim como a Harvard Business Review, chegou mesmo a apelidar a profissão de Data Scientist como sendo a mais sexy do século.

Nos Estados Unidos há já inúmeros cursos, nas mais conceituadas universidades, sobre esta matéria. E não são apenas as empresas do sector que estão a ajudar a desenvolver os cursos. Porque não são as únicas interessadas. Um data scientist irá ajudar todas as empresas, independentemente do sector. Embora, é claro, quanto mais complexo seja o negócio maior a necessidade por este tipo de profissional.

No entanto o envolvimento entre empresas especializadas em big data e as universidades não só está em fase crescente como é saudável. Os cursos que resultam desta interacção não só ficam mais ajustados à realidade como os alunos conseguem ter acesso às últimas tecnologias. As que irão usar nos seus empregos futuros. É o caso clássico de uma situação win-win.

Em Junho de 2013 num artigo da Forbes, Bar Wixom, professor assistente de comércio no McIntire School of Commerce  da Universidade da Virginia revelou que a as companhias estão a disponibilizar casos reais e acesso ao big data, através de programas de parceria com academias e universidades, tais como o Teradata University Network(TUN). Segundo o professor isto permite que os alunos efectuem trabalhos de analítica, reais, assim como que desenvolvam estudos e materiais pedagógicos que possam ser “consumidos” por todos.

Mas este não é apenas um fenómeno norte-americano. Há uma procura global (e crescente) por estes profissionais. E que vai aumentar. Basta estar atento aos anúncios de emprego. A procura por conhecimentos de business intelligence, big data, e analíticas é uma constante. E que é transversal a todas as indústrias. O ano passado, por exemplo, a GE estava à procura de 400 data scientists. Números de 2013 e referentes a uma única companhia. Agora imagem as milhares (milhões) de organizações que existem pelo mundo.

Para se ter uma (pequena) noção do potencial desta profissão basta olhar para as previsões do The McKinsey Global Institute. Que indicam que, em 2018, os Estados Unidos da América poderão ter entre 140 mil e 190 mil vagas para pessoas com conhecimentos aprofundados de analíticas. A que se junta uma “falha” de 1,5 milhões de gestores e analistas, que terão de ter saber como usar as analíticas de big data para tomar decisões eficientes. Ou seja, haverá um grande “buraco” no mercado dos recursos humanos.

Ainda faltam quatro anos para este cenário negro. Ainda há tempo de colmatar esta falha e de investir no futuro. Apenas temos que mostrar o caminho e aliciar os jovens sobre uma das profissões mais promissoras (senão a mais) do futuro.

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3 thoughts on “Profissão do futuro? Data Scientist

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