Governos podem poupar milhões com tecnologia anti-fraude

468837845A fraude financeira é uma das “pragas” do século XXI. E que representa perdas de milhões em termos de impostos. Sem esquecer que esse dinheiro pode estar a financiar actividades ilícitas.

Esta é uma situação recorrente porque não é de fácil detecção. Os prevaricadores não só estão constantemente a mudar de táctica como utilizam múltiplos métodos e inclusive territórios. O que dificulta o problema das autoridades. Mesmo dentro de um país não é fácil coordenar os esforços de várias entidades no sentido de detectar e apanhar as situações de fraudes. E quando a questão envolve vários países … fica ainda mais difícil.

Razão pela qual as abordagens e as ferramentas de anti-fraude são tão importantes. O conseguir pegar em dados de múltiplas fontes e conseguir relacionar informações díspares, de forma a obter alertas que permitam prevenir e apanhar as situações de fraude. Sendo que as autoridades têm a desvantagem de terem, obrigatoriamente, de ter tudo provado e documentado.

O primeiro passo é, claramente, o permitir a comunicação entre as várias bases de dados existentes. Para que as autoridades consigam “ligar os pontos”. Isto vai permitir identificar anomalias e padrões fraudulentos. Mais ainda. Será possível perceber a rede de influências.

Os métodos tradicionais não conseguem detector estas fraudes. Estudos indicam que o melhor caminho é a abordagem baseada nas analíticas híbridas. Consiste na utilização de múltiplos metidos analíticos para, de uma forma proactiva, consegue detectar os crimes num estágio inicial. O que, feitas as contas, permitirá poupar ao Estados (e aos contribuintes) milhões.

Mas isto só será possível se as várias autoridades usarem uma abordagem de detecção anti-fraude multifacetada, que combine integração de dados com analíticas híbridas. Que irá analisar/filtrar: actividades e transações a fim de detectar comportamento fraudulento e anomalias para “apanhar” padrões agregados e individuais anormais. Este tipo de abordagem também permite criar modelos preditivos, baseados em casos de fraude conhecidos, de forma a se pesquisar por características semelhantes. E é muito importante a análise criteriosa das redes sociais, para identificar relações pertinentes que, normalmente, escapam a um escrutínio normal.

Basicamente hoje em dia para combater os casos de fraude financeira e branqueamento de capital as autoridades têm de fazer um minucioso trabalho de detective. Mas feito de forma diferente da tradicional. Há mais fontes de informações, que têm de ser interligadas e relacionadas. Por outro lado não basta olhar para os números. Embora estes sejam importantes, quando se trata de detectar o crime num estágio inicial, ou como prevenção, a análise dos comportamentos é uma das melhores ferramentas.

Mas mais importante do que tudo é perceber que, em casos de larga escala, não basta uma única técnica, uma única ferramenta. Só a combinação de vários tipos de abordagem resulta. Um exemplo? Está provado que a detecção de anomalias numa rede vasta podem resultar em demasiados “positivos”. Mas, ao usar simultaneamente modelos preditivos é possível afunilar as respostas. Reduzir os falsos positivos e incrementar a eficiência da investigação.

Cada caso é um caso. No entanto estudos (e o SAS) indicam que a melhor solução na prevenção e detecção de fraudes financeiras é a abordagem híbrida, que consiste no conhecimento integrado de cenários existentes, com capacidades analíticas preditivas, e a modelação de relações entre entidades.

Este é um tema que preocupa executivos, autoridades e governos. Não é por acaso que a utilização de tecnologia anti-fraude tem vindo a aumentar. Um estudo realizado pela Coalition Against Insurance Fraud revelou, no mês passado, que quase 95% das seguradoras usarão tecnologia anti-fraude. Quando, em 2012, o número era de apenas 88 por cento.

Razão mais do que suficiente para que softwarehouses como o SAS apostem, ainda mais, neste tipo de ferramentas. Este é, aliás, um dos temas abordados no SAS Fórum Portugal 2014, a realizar, no CCL, em Lisboa, a 7 de Outubro. O tema é tão importante que um dos auditórios foi seleccionado para receber quatro sessões sobre fraude. No caso específico do sector público cabe a Sadi Bezit, especialista do SAS, explicar quais as últimas tendências. Aliás, em Junho deste ano, um relatório do grupo Aite, “Enterprise Fraud Management: Still Evolving After All These Years”, considerou o SAS como um dos melhores segredos, entre os fornecedores de soluções anti-fraude. Tudo porque a abordagem analítica híbrida, defendida pela empresa, permite reduzir os falsos positivos, ao mesmo tempo que proporciona um melhor atendimento ao cliente. A um custo mais efectivo.

Mais informações em SAS Fórum Portugal 2014.

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