Pagamentos electrónicos: compreender a nova Directiva Europeia (PSD2)

PSD22018 é um ano de viragem para o sector bancário: a par da adopção do GDPR a banca tem de lidar com o desafio de obedecer à directiva PSD2, que regulamenta os pagamentos electrónicos. Duas directivas que mudam, por completo, a forma como o sistema bancário interage com os seus clientes.

Mais do que alterações na infraestrutura e na capacidade tecnológica das organizações o foco incide maioritariamente na prevenção da fraude. Mas há mais. E, como refere Sundeep Tengur, especialista em Banking Fraud Solutions & Financial Crimes no SAS, este é um ponto de viragem no sector. No futuro as pessoas vão considerar o sector antes e após a PSD2.

Mas o que muda exactamente na banca? Sundeep Tengur, que será um dos oradores do Executive Breakfast organizado em parceria pelo SAS e pela Deloitte, sob o tema “Aproaching New Realities: PSD 2 – Time is now”, a decorrer no dia 29 de Janeiro, em Lisboa, a directiva europeia “obriga” os bancos a abrir as sua infra-estrutura de dados a parceiros para permitir, no futuro, a disponibilização de melhores produtos e serviços de pagamentos.

Um cenário completamente disruptivo e diferente do tradicionalmente feito até agora. E que tem como objectivo o alinhamento das entidades/estados num único mercado digital, permitindo e potenciando os pagamentos (e consequentemente os negócios) entre fronteiras.

Por outras palavras, a directiva levará a uma integração do mercado ao mesmo tempo que democratizará o acesso aos pagamentos. Isto porque a PSD2 define dois novos tipos de fornecedores de pagamentos a terceiros: fornecedores de serviços de informações de conta e prestadores de serviços de iniciação de pagamento. fornecedores que adicionarão valor aos serviços tradicionais já oferecidos pela banca. ou seja, no futuro (que está já aí) não só haverá novos fornecedores de serviços de pagamento como existirão novos tipos de serviços disponíveis no mercado.

Mas, para que isto acontece há algo obrigatório: um incremento da protecção do consumidor, nomeadamente da recolha, tratamento e acesso aos seus dados pessoais. Algo que é assegurado através do cumprimento do GDPR e que é complementado com medidas específicas do PSD2.

A isto acresce novas medidas, e mais rigorosas, no que concerne à segurança, como forma de prevenir a fraude, quebras de segurança (no que concerne ao acesso aos dados sensíveis) e ciber ataques. As medidas enumeradas na PSD2 incidem na autenticação, na criação de uma política de segurança, na gestão de incidentes e na confidencialidade e integridade dos serviços de pagamento, nomeadamente das credenciais de acesso dos utilizadores.

2018 é um ano de viragem para a banca e para o mercado no seu geral. Novos desafios surgem no horizonte e com eles chegam novas oportunidades.

O Executive Breakfast “Aproaching New Realities: PSD 2 – Time is now”, organizado pelo SAS e pela Deloitte, é já dia 29. Mais informações.

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