Quem são os Data Scientists Portugueses? (III) Ana Marques

Data Scientist – a profissão mais sexy do séc. XXI
Nesta rubrica do Business Analytics Portugal, apresentamos alguns dos mais prestigiados Data Scientists Portugueses. A ideia é, não só homenageá-los, mas também perceber um pouco melhor o que é, exactamente, um Data Scientist.
Desta vez conversámos com Ana Marques, Data Scientist no Montepio.

 

AnaMarquesNome: Ana Carina de Jesus Pereira Marques Martins, mas simplesmente conhecida por Ana Marques
Nacionalidade: Portuguesa
Signo: Sagitário
Hobby: Dança
Livro na cabeceira: Como mulher que sou “As receitas da dieta perfeita” [risos] e também o livro de histórias para adormecer “Boa noite ursinho”
A tocar no iPod: O mais variado possível. De infantil a Rock passando for Funky e até eletrónica. ” Panda e os Caricas” bem como a “Xana Toc Toc”, que são muito importantes para a minha filha de 2 anos. Para “crescidos” o último álbum que tenho é o de Duetos do Paulo Gonzo, oferta do meu marido pelo dia dos namorados.
Profissão: Data Scientist no Montepio

Como se sente ao ouvir que a sua profissão é a mais sexy deste século?
[risos] Orgulhosamente sexy! [risos].
Sempre achei a minha profissão interessante, desafiante, estimulante e até apaixonante. Assim sendo penso que sexy é um adjetivo que poderá ser aplicado e claramente uma excelente imagem de marca. Sem sombra de dúvida que é uma profissão muito estimulante.

Para si, o que é exatamente um Data Scientist?
Alguém que extrai conhecimento através da transformação de dados em informação. Principalmente é alguém que nunca desiste de procurar factos, escondidos em muito gigabytes de dados, muitas das vezes caóticos e desarrumados.

Como descrever a sua função e o seu dia-a-dia?
Confesso que é uma pergunta bastante difícil, visto que não há dois dias iguais! Como responsável de equipa grande parte do meu tempo é responder a emails e ir a reuniões, mas isso são tarefas comuns ao dia-a-dia de qualquer colaborador em qualquer organização do mundo e não inerentes à profissão mais sexy do mundo [risos]. No entanto esforço-me sempre para falar com a equipa logo de manhã e a rever o trabalho do dia antes de sair. Sendo data scientist na direção de risco do Banif, a minha missão principal é a identificação, avaliação e controlo do risco de crédito, que é um dos principais riscos associados à atividade do banco, garantindo que se mantêm em níveis consistentes com o perfil e grau de tolerância, definido pela Administração do Banco. Quer seja por exigências regulamentares, quer pelo impacto verificado a cada exercício transato, em particular nos exercícios dos anos mais recentes, a gestão adequada dos seus riscos assume uma importância vital para todas as entidades financeiras, não sendo o Banif obviamente exceção.
A qualidade na gestão de risco constitui um eixo prioritário na atuação do Banif, sendo um privilegio mas igualmente um desafio contribuir em temas tão estruturante para o banco como o desenvolvimento, manutenção e calibração de modelos de rating e scoring internos, imparidade, sistema de alertas e ainda a ferramenta de risk based princing. Felizmente esta tarefa é facilitada pela fantástica equipa de técnicos que tenho o privilégio de liderar e essencialmente pelas muitas horas de brainstorming com a minha própria chefia.
Acho que é seguro afirmar, sem qualquer margem de erro, que são dias animados, nada monótonos, com desafios técnicos muito interessantes especialmente para um estatístico como é o meu caso![risos].

Acredita que é um papel que terá cada vez mais destaque nas empresas? Porquê?
Penso que sim. Com a pressão do mercado a sentir-se cada vez mais, em particular na banca é imperativo tomar as melhores decisões possíveis a cada momento, que acredito serem sempre consequência de informação o mais completa e correta possível. Para além das necessidades obvias do negócio, no caso em particular do Risco que é a minha área core, a pressão das autoridades de supervisão coloca as áreas analíticas em grande destaque.

Quais os skills essenciais para se tornar num Data Scientist?
Curiosidade, perseverança, dedicação e entusiasmo. Obviamente que algumas competências técnicas são fundamentais mas essas acredito que com dedicação e inteligência, são facilmente alcançáveis.

Que conselhos daria a jovens universitários que tenham como ambição ser Data Scientists?
Dedicação e vontade. É uma área muito gira (mas provavelmente sou algo suspeita!) e com um crescimento fabuloso. Claro que sem receitas mágicas para o sucesso, ou pelo menos que não envolvam esforço dedicação e muitas horas de volta de dados caóticos e confusos. E que nunca tenham receio de dar um passo atrás para depois poderem avançar com certeza e segurança e por fim que não tenham receio de admitir quando não sabem algo (mas que procurem sempre a solução).

Para finalizar, quando era pequenino que queria ser?
Presidente da Câmara Municipal de Almada [risos]

AnaMarques2

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