Quem são os Data Scientists Portugueses?
(II) Paulo Semblano

Data Scientist – a profissão mais sexy do séc. XXI
O mês passado iniciámos uma nova rubrica no Business Analytics Portugal, onde apresentamos alguns dos mais prestigiados Data Scientists Portugueses. A ideia é, não só homenageá-los, mas também perceber um pouco melhor o que é, exactamente, um Data Scientist.
Na segunda entrevista conversámos com Paulo Semblano, Data Scientist na Caixa Geral de Depósitos.

Nome: Paulo SemblanoPauloSemblano
Nacionalidade: Portuguesa
Signo: Capricórnio
Hobby: Trekking
Livro na cabeceira: Neste momento estão dois: Um homem de partes de David Lodge e, Pensar depressa e devagar de Daniel Kahneman.
A tocar no iPod: Desfado de Ana Moura e Give Me That Slow Knowing Smile de Lisa Ekdahl.
Profissão: Data Scientist na Caixa Geral de Depósitos

 

Como se sente ao ouvir que a sua profissão é a mais sexy deste século?
É muito positivo saber que há um interesse crescente por uma atividade que procura transformar a informação disponível em conhecimento útil.
É bom saber que o conhecimento está na moda e que há cada vez mais pessoas, empresas e organizações disponíveis para questionar, para aprender e, sobretudo, para agir com base na informação de que dispõem.

Para si, o que é exactamente um Data Scientist? Como descreve a sua função e o seu dia-a-dia?
Um Data Scientist é alguém que questiona, que coloca hipóteses e que constrói pontes. Aliando o conhecimento do negócio a sólidos conhecimentos analíticos, onde se incluem os conhecimentos no domínio da Estatística e da Análise de Dados. Tudo isto alicerçado numa boa dose de criatividade e numa boa capacidade de comunicação.
O dia-a-dia coloca à prova a nossa capacidade para resolver problemas: não há caminhos certos, nem trilhos marcados.
Identificar o problema de negócio é um dos aspetos fundamentais da nossa atividade. A capacidade de escutar, de questionar e de colocar hipóteses ajuda a definir o problema que se deseja resolver e os objetivos da análise.
Identificam-se as fontes de informação necessárias, as variáveis que nos poderão ajudar a explicar ou a compreender o que se pretende e define-se a metodologia de análise mais adequada.
A nossa paciência, os limites da tecnologia e das ferramentas são testados na fase de extração, manipulação e análise de dados.
A criatividade, constantemente solicitada ao longo de todo trabalho, é fundamental para partilhar os resultados da análise e a partir daí colocar novas hipóteses e aprofundar o trabalho realizado.

Acredita que é um papel que terá cada vez mais destaque nas empresas? Porquê?
As empresas produzem e têm vindo a armazenar grandes fluxos de informação. No entanto, apenas uma pequena parte dessa informação é processada e utilizada na criação de valor.
A percepção de que a informação é um dos principais ativos estratégicos de qualquer empresa, aconselha a reformular os processos de negócio, os processos de tomada de decisão, para incorporarem o conhecimento que resulta da análise da informação de que dispõem.
Esta realidade representa um grande desafio e uma enorme oportunidade para as empresas que têm as competências necessárias para explorar o valor existente.

Quais os skills essenciais para se tornar num Data Scientist?
Se fosse necessário eleger uma característica, destacaria a curiosidade. Se pudesse acrescentar uma segunda, diria a vontade de aprender. Poderíamos ainda acrescentar a perseverança e a capacidade de trabalho em equipa.

Que conselhos daria a jovens universitários que tenham como ambição ser Data Scientists?
Pedir ou dar conselhos é sempre muito arriscado. As circunstâncias e o contexto em que cada um se encontra são certamente diferentes. Parece-me preferível encontrar quem esteja disponível para ouvir e conversar do que para dar conselhos…

PauloSemblanoIII


Para finalizar, quando era pequenino que queria ser?

Houve uma altura que queria ser arqueólogo…

 

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