Como retirar valor de dados da Internet das Coisas?

IoTA cada dois dias são gerados 5 Exabyte de dados no mundo inteiro. Vídeos, fotografias, e-mails, blogues e outro conteúdo, tudo num ápice. Mas os dados não provêm só de indivíduos, o contributo dos aparelhos associados à Internet, ou à Internet das Coisas, aumenta rapidamente. A cada segundo são associadas 80 “coisas” novas à Internet, as quais vão gerar dados. Como lidamos com isto? E mais importante: como retiramos daí valor?

Quando se trata de grandes quantidades de dados, a primeira questão que se levanta é: como e onde vamos armazenar tudo isto? Isto leva inevitavelmente a discussões sobre tecnologias como a Hadoop e a gestão e manutenção dos locais onde armazenamos os dados. Presentemente, coloca-se, quase em simultâneo, outra questão: como filtramos dali os dados de que necessitamos antes de os armazenar? O tempo que os dados demoram a ser armazenados implica que não se pode aceder e processar a informação em tempo real que os dados fornecem, embora se pudesse daí retirar grande proveito. É precisamente aí que o Event Stream Processing (ESP) pode ser de grande auxílio.
Análises de fluxos de dados

Aplicando o ESP, os dados deixam de ser apenas analisados quando já estão em servidores, no data lake do armazém de dados. Uma análise (estatística) simples a complexa pode ser realizada diretamente “in-stream”. Como funciona? Na verdade, o fluxo de dados em tempo real é continuamente direcionado para as análises disponíveis na memória. Durante este processo, os dados são verificados quanto à qualidade, se necessário são depurados, preenchidos, agregados e submetidos à aplicação das regras da empresa. Com base no resultado daqui, pode tomar-se diretamente a decisão acertada: é necessário empreender alguma ação e, em caso afirmativo, que ação?

Vimos já que daqui decorrem interessantes possibilidades na deteção de fraude. O ESP pode analisar diretamente as transações e o comportamento dos consumidores para detetar atividades suspeitas e potenciais situações de fraude. A correspondente transação pode ser aí automaticamente bloqueada e o funcionário responsável recebe um aviso para tomar medidas.

Sensores
Começam já também a aparecer experiências bem sucedidas com o ESP e a Internet das Coisas. Imagine a utilização de sensores em fábricas. O Event Processing pode aqui ser aplicado para detetar divergências no processo de produção e, com base nos dados analisados, decidir quais as máquinas que necessitam de manutenção (a título preventivo). Indo um passo mais além, o sistema pode planear automaticamente a manutenção e certificar-se de que estão encomendadas as peças necessárias. Além disso, podemos pensar em inúmeros exemplos nos quais os sensores juntamente com o ESP podem desempenhar inúmeras tarefas que são agora realizadas manualmente. Pense no registo do estado da corrente e da água e a associação de conclusões a esses dados. As possibilidades são praticamente infinitas.

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