Sucesso no desenvolvimento analítico das organizações

As soluções analíticas são hoje essenciais ao negócio de uma empresa. A questão prende-se com a forma correcta de as implementar dentro da organização.

João Paquito, CEO da PSE, explicou ao Computerworld qual a sua metodologia a três fases: perceber, solucionar e executar.

Isto porque…

“Apesar de existirem múltiplos factores (como os culturais, técnicos, etc), e porque o desenvolvimento analítico não pode ser um totobola, existe uma tripla de sucesso – método, negócio e pessoas!”.

Sucesso no desenvolvimento analítico das organizações

As dúvidas sobre a utilidade, a viabilidade e a eficácia da análise dos gestores, têm razão de existência, diz João Pequito, CEO da PSE.

João Pequito - administrador da PSEOs estádios actuais de desenvolvimento tanto do conhecimento e instrumentos analíticos, como dos sistemas de informação, fazem com que a criação de soluções analíticas para problemas de negócio seja hoje um aspecto central nas organizações. É neste desenvolvimento de soluções baseadas na análise e no conhecimento que muitas vezes reside a dúvida.

Quantas vezes não foram questionadas a utilidade, a viabilidade e a eficácia da análise por parte dos gestores? Estas dúvidas têm toda a razão de existência principalmente fruto dos múltiplos insucessos associados a projectos analíticos.

A questão central é: como garantir o sucesso no desenvolvimento analítico das organizações? Apesar de existirem múltiplos factores (como os culturais, técnicos, etc), e porque o desenvolvimento analítico não pode ser um totobola, existe uma tripla de sucesso – método, negócio e pessoas!

1- Método, para fazer as coisas bem!

A metodologia é um aspecto essencial para o desenvolvimento analítico nas organizações. Só com o método certo é possível fazer bem! Qualquer desenvolvimento analítico deve ser pautado por um método com três fases fundamentais: perceber, solucionar e executar!

Em primeiro lugar, é preciso perceber para identificar quais os problemas de negócio que podem ser resolvidos através da análise e do conhecimento e qual o valor e impacto que terão no negócio. Só depois deste assessment, do estudo da viabilidade económica e financeira, e de uma análise custo-benefício é possível definir uma estratégia analítica (solucionar) e desenvolver e integrar o conhecimento e a análise no negócio e na organização (executar).

2 – Negócio, para fazer as coisas certas!

Deve ser o negócio e não o IT a liderar o processo! O eventual problema surge em muitas empresas quando ao implementarem este tipo de soluções o fazem a partir dos requisitos técnicos ou com uma perspectiva técnica.

São aqueles que vão definir o caminho a percorrer, quando o correto deveria ser condicionar a solução técnica ao problema de negócio. A liderança por parte do negócio é igualmente essencial para o desenvolvimento de uma cultura analítica na organização!

Por norma, os projectos que começam de baixo para cima nas organizações estão destinados ao fracasso. A liderança e o compromisso da gestão e do negócio são chave tanto para a definição de objectivos e estratégia analítica, como para a integração e adopção de uma cultura analítica na organização.

3 – Pessoas, para ser feito por quem sabe!

A análise é uma função desempenhada por pessoas, não por máquinas. Mas a análise é inútil se não se reflectir em conhecimento e criação de valor para o negócio! Esta capacidade de fazer a síntese entre a análise avançada e o negócio é muitas vezes designada uma arte!

A escassez destes recursos que combinam estas capacidades e competências, faz com que muitas vezes as organizações falhem no desenvolvimento analítico por falta dos recursos adequados. Neste sentido, as organizações devem potenciar as capacidades internas de que dispõem e promover sinergias com os parceiros analíticos adequados.

As organizações que conjugam o que melhor sabem (o seu negócio) com os parceiros analíticos adequados (especialistas em consultoria analítica de negócio) desenvolvem projectos de sucesso! O envolvimento dos parceiros adequados permite integrar experiência no desenvolvimento analítico; know-how e melhores práticas nas equipas internas.

Promover sinergias e equipas com as pessoas certas é o caminho certo para o sucesso.

Artigo publicado no Computerworld, a 9 de Julho de 2014. Pode ler o original AQUI.

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