É tempo de pensar (e analisar) os dados em tempo real

big dataO conceito de Internet of Things (Internet das Coisas) não é algo novo. Mas, nunca como agora, esteve tão presente na mente das pessoas. Por um lado, porque os sensores (que enviam os dados) estão suficientemente pequenos para serem utilizados em praticamente tudo (nas roupas, por exemplo) mas também porque houve uma evolução substancial ao nível das comunicações.

No entanto, como refere o white paper “Understanding Data Streams in IoT”, isto coloca um desafio às empresas. Estas até aqui estiveram mais preocupadas com a recolha dos dados para tratamento posterior. Só que essa postura já não serve. A verdadeira utilização da IoT e dos dados recolhidos prende-se com a sua análise (e consequente decisão) enquanto a acção está a decorrer. Só desta forma será possível aproveitar o potencial dos dados. Porque não serve de nada tomar uma decisão sobre algo que já passou.

Um exemplo? A monitorização, em tempo real, do trafego permite estabelecer controlos mais efectivos, permitindo, inclusive, a prevenção de acidentes. Ou, nas appliances em casa, como o frigorifico, que podem avisar quando o stock de determinado produto está a chegar ao fim (o cenário ideal passa por o equipamento conseguir automaticamente fazer uma nova encomenda).

É certo que a IoT traz consigo uma (nova) multiplicidade de dados, seja ao nível da quantidade como do formato. Dados que precisam de ser filtrados, comparados, analisados, interpolados e extrapolados. E isto coloca novos desafios às organizações. Porque a velocidade (capacidade de processar os dados o mais rápido possível) e o volume (capacidade de processar grandes quantidades de dados) são, agora, as qualidades exigidas (aliás, essenciais) de qualquer sistema (para processar os dados oriundos da IoT). Isto porque o objectivo é o de analisar os dados o mais próximo possível da ocorrência para que o verdadeiro valor não se perca.

Algo aparentemente simples, certo? Errado. Mesmo assim já há quem esteja a trabalhar nesta matéria, nomeadamente as designadas smart cities, que são consideradas umas mas maiores fontes em termos de utilização de dados oriundos de sensores. A explicação reside nas vantagens da aplicação, em tempo real, de modelos analíticos. Por um lado, isso permite o melhoramento da eficiência dos sistemas urbanos, mas também permite optimizar as redes de energia, monitorizar os sistemas de águas e ainda gerir a própria infra-estrutura.

As vantagens da utilização conjunta dos dados recolhidos pela IoT, com o Big Data e modelos analíticos não se limita às smart cities. Todas as industrias podem e devem recorrer a esta estratégia com o objectivo de conseguir analisar o mercado, saber mais sobre os clientes e conseguir oferecer uma oferta personalizada e adequada. Mas isso só será possível se as empresas souberem actuar. Mais do que recolher os dados, o importante é conseguir analisá-los em tempo real e tomar as decisões certas (por exemplo, definir uma campanha de promoção, estabelecer preços, adquirir novos produtos…). E isso só se consegue com o recurso a tecnologia específicas, nomeadamente analíticas em tempo real (streaming).

Um dos produtos existentes no mercado (a cumprir essa função) é o SAS Event Stream Processing que tem como objectivo analisar grandes volumes de eventos que surgem de fora continua, assentes em dados em tempo real. O “truque” está em analisar os dados antes de eles serem armazenados. Ou seja, disponibiliza uma análise da situação também ela quase em tempo real, o que permite que as decisões decorrentes se adequem ao cenário em causa.

Mas como é que tudo funciona? Tudo começa com uma análise prévia dos dados (que chegam). Perceber o que é “normal”, o que se distingue e vale a pena ser trabalhado. Para tal são definidas regras de estandardização. Segue-se a agregação dos dados com a consequente correlação dos mesmos o que permite, através da análise temporal, criar diferentes cenários. Estas acções permitem que o sistema não só consiga analisar (e dizer) o que está a acontecer no momento como também fazer uma retrospectiva (do passado) e mesmo antever acções futuras.

Nos dias de hoje, em que a rapidez de acções é cada vez mais importante, as empresas têm de começar a processar os dados (e o pensamento) de uma forma diferente. E usar todas as ferramentas existentes no mercado. Afinal, não quer ficar para trás, pois não?

Se ficou interessado e gostaria de obter mais informação sobre o tema pode descarregar gratuitamente o white paper “Understanding Data Streams in IoT”.

Boa Leitura!

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