Transformar as compras

IoTMais do que alterar o relacionamento entre loja e cliente a Internet da Coisas está a permitir optimizar o negócio e a sua relação com os fornecedores.

O mundo do retalho nunca mais será o mesmo. Não só porque o mercado virou global, porque o consumidor está mais informado (e com isso, mais exigente) mas, principalmente porque as novas tecnologias, nomeadamente a Internet das Coisas (IoT) vai balançar (ainda mais) a relação entre comprador e vendedor. Há todo um novo mundo para descobrir à medida que as dimensões físicas e digitais se interligam.

E isso é bem visível na indústria do retalho. É certo que as lojas físicas ainda existem (e irão perdurar). Mas o relacionamento com o consumidor já não é o mesmo. As pessoas vão ao site, à aplicação, estão atentas aos lançamentos, às promoções, reservam os produtos,… e isto é apenas o início.

Segundo um estudo da Forrester, o 2015 Global Business Technographics Networks and Telecommunications Survey, a maioria das grandes empresas (mais de mil funcionários) já usam (ou tencionam usar) as tecnologias da IoT para aumentar a sua eficiência, melhorar o atendimento ao cliente e obter informação privilegiada sobre oportunidades de negócio. Como? Através da gestão e análise dos dados recolhidos. No caso concreto do retalho a IoT pode ser utilizada para melhorar a gestão dos stocks, para aumentar a eficiência da rede de distribuição, para oferecer promoções mais adequadas ao perfil dos clientes…

Embora a parte mais visível da transformação que o retalho está a sofrer (e que vai ser acelerar nos próximos tempos) seja a do contacto com os consumidores a verdadeira revolução é feita nas fases anteriores do negócio. Na definição do relacionamento com os fornecedores, na gestão da rede de distribuição, na gestão dos stocks, no melhoramento da gestão de processos… mas principalmente na gestão dos dados. E na alocação dos mesmos nos vários departamentos/fases do negócio.

Tudo começa na rede de distribuição. Assegurar que os produtos certos chegam ao local (diga-se loja) indicada. Hoje, com os sensores existentes, já é possível rastrear, em tempo real, o “caminho” dos produtos. E garantir que estes chegam em boas condições e na hora/dia certo.

Na loja propriamente dita a análise das compras permite saber mais sobre o perfil do cliente. O que possibilita um reajuste do portfólio e uma melhor gestão dos stocks. Além disso os dados recolhidos, em última análise, permitem inclusive fazer uma melhor gestão os recursos humanos, nomeadamente na distribuição dos turnos e na alocação dos recursos em horários de maior pico. Mais ainda. Permite relacionar stocks, interesse por parte dos clientes e preços, criando promoções pontuais e assertivas.

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