Usar as Redes Sociais para Combater o Crime

104783210(1)A recente explosão nas redes sociais mudou radicalmente a forma como comunicamos. Esta infografia, da Digital Insights, mostra que existem, em todo o mundo, mais de 1,5 mil milhões de utilizadores do Facebook e mais de 500 milhões do Twitter. E 4,2 mil milhões de pessoas acedem, hoje, às redes sociais através de dispositivos móveis. Mas este texto não é apenas sobre os números em bruto.

As redes sociais estão inclusive a mudar a forma como pensamos! Em vez de apenas reflectir sobre as atitudes sociais temos agora de as redefinir. Sites anteriormente vistos como um simples meio de comunicação são agora um canal para a psicologia de grupos activos – poderoso o suficiente para derrubar governos.

Compreender o poder do social

A comunicação através das redes sociais tem ajudado a incentivar nações inteiras à acção. As redes sociais foram, sem dúvida, uma das forças matrizes na Primavera Árabe, que começou em 2010, na Tunísia e que ainda está a decorrer, nos dias de hoje. E, desde então, os níveis de utilização têm escalado de forma dramática em todo o Médio Oriente e Norte de África.

Os distúrbios que eclodiram em toda a Inglaterra, durante o Verão de 2011, demonstraram o poder das redes sociais como um influenciador de acção das massas. Mas o problema é muito mais profundo do que estes incidentes, amplamente divulgados. As redes sociais são usadas, diariamente, para coordenar actividade criminal “normal” – desde engendrar fraudes a coordenar gangues criminosos a recrutar novos membros para grupos terroristas.

A crescente criminalidade, associada às redes sociais, tem sido uma chamada de atenção para as agências governamentais. Não podemos ficar à margem a assistir. Precisamos participar, activamente, e monitorizar o debate para que possamos usar as redes sociais como uma fonte de conhecimento.

Hoje um número crescente de pessoas, dentro das agências de investigação, a nível mundial, a nível local, nacional ou internacional estão a monitorizar as redes sociais. Infelizmente o sistema que usam é, na maioria das vezes, básico e os processos que utilizam consomem muito tempo – e recursos.

Então qual é a solução?

As análises avançadas podem filtrar informação relevante sobre a criminalidade no “dilúvio” do ruído das redes sociais. Pode, por exemplo, identificar conteúdos relevantes; determinar quem está a dizer o quê e a quem, e identificar e monitorizar padrões de influência.

Estas análises especializadas têm capacidades únicas que nos ajudam a focar a atenção nas informações (realmente) importantes:

A análise de texto usa o processamento da linguagem natural para entender o que significa, pode trabalhar com vários idiomas e – crucialmente – entender a linguagem de texto, que está a evoluir, de forma rápida, no discurso das redes sociais. Estas capacidades avançadas são necessárias para obter uma visão consistente do significado, do conteúdo, dos pontos de referência e da intenção. Pode aprender o que está a ser dito sobre determinada entidade e fazer comparações significativas entre várias publicações e mensagens.

A análise das redes sociais pode, automaticamente, extrair “entidades” – pessoas, locais – e criar ligações para perceber as inter-relações e o contexto. Também podem ser usadas para compreender as redes humanas por detrás das redes sociais – como as pessoas estão ligadas e quais os líderes envolvidos. Isto permite que o gestor se foque em indivíduos chave e direccione os recursos de forma mais eficaz.

A análise aos “sentimentos” pode avaliar e monitorizar o sentimento do texto e assinalar mudanças de atitudes que possam sinalizar uma mudança das palavras aos actos. Ao permitir que a tecnologia faça a monitorização, liberta recursos que podem ser utilizados quando é identificado um aumento do nível de ameaça.

À conquista da montanha de dados

Em tempos de austeridade financeira não nos podemos dar ao luxo de apenas aumentar os recursos. Precisamos de usar os existentes de forma mais sensata – mantendo o focos da equipa em adicionar valor às investigações, em vez de barrar e filtrar a informação. Mais importante, precisamos de usar a tecnologia para extrair, do mundo online, conhecimento accionável para prevenir o crime e proteger o público.

A tecnologia pode desempenhar um papel fundamental na triagem dos vastos volumes de dados das redes sociais e na revelação de padrões e sentimentos.

 

 

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